A investigação teve início devido a autoria de grandes assaltos que Jeferson Miranda Brandão, 38, cometeu. Apontam os dados colhidos pela polícia que dos roubos ele migrou para o tráfico de droga onde já estava se estabelecendo e formando jovens para o crime. Mas anteontem (30), a Polícia Federal o tirou de circulação. Ele foi preso e com ele a polícia apreendeu droga, dinheiro, mercadoria para a produção do entorpecente e um veículo do ano.
Há um mês que policiais federais vinham fazendo a investigação dos passos de Jeferson, pois ele, atualmente é único sobrevivente do seu bando, segundo policiais. Era um assaltante especializado em roubar banco e grandes empresários. Segundo Fernando Sergio, agente da Polícia Federal, sozinho Jeferson já lucrou a quantia de 30 mil reais durante um roubo. “Ele e o bando só faziam grandes assaltos, todos os integrantes já estão mortos, só ele que está vivo”, disse o agente.
Durante a investigação, a equipe de polícia se deparou com o novo ramo: o de tráfico de drogas. Na noite de anteontem, Jeferson foi cercado pelos policiais em frente a uma casa de show, na avenida Augusto Montenegro, ele estava na companhia de uma mulher e no veículo dele foi encontrada a quantia de 500g de pasta base de cocaína.
Droga e grana
Em seguida, os policiais foram até a residência de Jeferson, no conjunto Cordeiro de Farias e foi encontrado mais 2kg e 700g de pasta de cocaína, a quantia de R$4.300,00 em dinheiro, um revólver calibre 38, televisão e computador. Tudo foi apreendido e apresentado na Polícia Federal, onde segundo Fernando Sergio, Jeferson contou sua trajetória no crime. Jeferson responde por quatro processos na justiça, onde ao todo soma 30 anos de prisão. Ele já pagou 15 anos, mas em junho do ano passado ele fugiu da colônia agrícola Heleno Fragoso e desde aí iniciou no ramo do tráfico de drogas.
Formação
Durante quase um ano, segundo o agente Fernando, ele formou 12 jovens entre 15 a 20 anos para fazer a revenda da droga. Por isso, a polícia festejou a prisão do que chamou de disseminador do crime. “É um cara de alta periculosidade, além de ser criminoso é um formador da criminalidade”, ressaltou o agente. Polícia Federal assegura que Jeferson preparava os jovens para atuar no tráfico. (Diário do Pará)
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