Ontem (1º) pela manhã, foi recapturado Max de Sarges Silva, conhecido como “Maicon”, o primeiro dos oito detentos que fugiram da Seccional Urbana da Cidade Nova, durante a madrugada de segunda-feira (30). O fugitivo foi preso na casa da mãe dele, no loteamento Oziel Pereira, bairro 40 horas, em Ananindeua.
“Max faz aniversário hoje (ontem) e vai comemorar seus 25 anos na mesma carceragem que havia fugido”, ironizou o cabo PM Hamilton, da 3ª Zpol, no momento em que conduzia “Maicon” ao distrito policial da Cidade Nova.
De acordo com o tenente PM Henrique, com ajuda da sociedade no repasse de informações ao Disque-Denúncia (181), a Polícia Militar conseguiu chegar até o primeiro foragido, que estava escondido na casa da mãe dele. “Ao fazer o cerco na área com as viaturas 9102 e 8109, conseguimos prendê-lo. Na abordagem, Max disse que pretendia se entregar, mas a atitude dele no esconderijo demonstrou o contrário”, afirmou.
SUSTO
Muito abalada com a situação, a mãe de Max, Maria Eudiléia, de 43 anos, acompanhou a recaptura do filho. “Tomei um susto quando ele chegou em casa, na manhã de segunda-feira. Max disse que tinha fugido para não ser morto pelos outros detentos, que iriam assassiná-lo caso ele não contribuísse com a fuga. Meu filho disse também que se ficasse na cela, os policiais poderiam torturá-lo para confessar quem foram os repensáveis pela evasão”, revelou.
Segundo Eudiléia, Max de Sarges Silva foi preso no início do mês de abril deste ano, quando foi acusado de roubar um celular de uma moça, usando uma faca. O diretor da seccional Urbana da Cidade Nova, Vicente de Paulo, informou que Max de Sarges Silva, ao retornar para a carceragem, ficará à disposição da Justiça para responder pelo crime do qual está sendo acusado.
A FUGA
Os presos serraram as grades da carceragem e, na cela em que estavam 12 presos, oito deles fugiram. Segundo informações da Polícia Civil, provavelmente os detentos começaram a serrar as grades há cerca de uma semana, para conseguirem fugir por volta das 5h da madrugada de segunda-feira.
A Polícia Civil informou que os detentos aguardavam transferências para as casas penais do Sistema Penitenciário do Estado do Pará (SUSIPE). (Diário do Pará)
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