No início da tarde de ontem (2), trabalhadores encontraram o corpo de Hildeberto Gomes Neto, de 22 anos, conhecido como “Beto”, em uma área próxima ao lixão do Aurá. A vítima foi executada e teve o corpo jogado em uma trilha de uma área conhecida como “Bota fora”. Tiros foram ouvidos por volta de 6h30 de ontem, mas o corpo só foi encontrado por volta do meio-dia.
A delegada Jaine Pastana, da delegacia do Júlia Seffer, onde o caso foi registrado, informou que “Beto” trabalhava como catador de material de reciclagem, mas que também era usuário de drogas. “Provavelmente ele devia estar devendo para algum traficante e acabou sendo executado”, especula.
De acordo com a delegada, moradores e trabalhadores da área do lixão do Aurá relataram que ouviram o barulho de tiros por volta de 6h30, mas somente por volta de 12h30 é que a polícia foi comunicada que um corpo havia sido encontrado no “Bota fora”.
A delegada acrescentou que se passaram oito meses sem que crimes de homicídio fossem registrados no bairro.
“Mas do dia 15 de maio para cá já tiveram vários homicídios com características de execução”. As mortes, nestes casos, são atribuídas ao tráfico de drogas existente no bairro.
O corpo da vítima foi removido para o Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves” após a perícia feita no local do crime. A polícia ainda não dispõe de informações sobre a autoria do crime. (Diário do Pará)
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