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POLÍCIA

Dor e revolta no enterro de jovens mortos

No caixão, a bíblia aberta no salmo 37 destacava: “confia no Senhor e faz o bem; assim habitarás na terra, e te alimentarás em segurança”. Palavras de consolo não faltaram durante o velório de Diego Gomes da Silva, “Dieguinho”, 23 anos, e Marcos Renato da

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No caixão, a bíblia aberta no salmo 37 destacava: “confia no Senhor e faz o bem; assim habitarás na terra, e te alimentarás em segurança”. Palavras de consolo não faltaram durante o velório de Diego Gomes da Silva, “Dieguinho”, 23 anos, e Marcos Renato da Silva, 22 anos, brutalmente assassinados na noite da última quarta-feira (1º). A autoria do crime ainda é desconhecida.

Na manhã de sexta-feira (3), na passagem São Sebastião, bairro Água Boa, em Outeiro, familiares se reuniram para o último adeus a Diego. Em meio a mensagens de conforto, um pedido por justiça. “Meu filho foi morto como um animal, sem piedade e de forma injusta. Mataram Diego com quatro tiros e dez facadas, sendo que uma no pescoço, e ainda jogaram o corpo dele num Igarapé para eliminar qualquer vestígio. Agora só podemos lutar por justiça”, lamentou a mãe de Diego, Elma Souza Gomes, de 46 anos.

Ela contou que, na noite do crime, policiais militares teriam levado os dois jovens para dentro da invasão Piçarreira, local de terra batida e sem iluminação pública. “Quando soubemos que os PMs levaram os meninos para dentro da invasão, saímos correndo e conseguimos flagrar os policiais saindo de moto no meio da escuridão. Entre eles, consegui identificar o sargento PM Lúcio”, afirmou Elma.

Ainda de acordo com ela, o policial perseguia Diego para extorqui-lo e ainda ameaçá-lo. “Ele usava como argumento o pedido a prisão preventiva de Diego, decretada pela justiça, para persegui-lo, acusando ele de ser traficante”, afirmou. Segundo Elma, Diego respondia um processo na justiça pelo crime de homicídio, praticado há cerca de 3 anos.

“Já iniciamos na corregedoria da Polícia Militar o processo para apurar a morte dos meninos. Ontem (anteontem) fomos prestar depoimento e iniciar o inquérito”, ressaltou Elma. Pela parte da tarde, a família acompanhou o enterro de Diego Gomes da Silva, no cemitério de Santa Izabel, no distrito de Icoaraci.

Na passagem Irmã Cristina, a poucos metros da rua onde Diego morava, também pela manhã, a dor e a emoção tomaram conta de parentes e amigos durante o velório do mototaxista Marcos Renato da Silva.

Segundo a avó da vítima, Celeste Martins, de 77 anos, a família vai buscar justiça nos órgãos competentes para punir os autores do crime. (Diário do Pará)

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