Os assassinos não tiveram compaixão e mataram com cinco tiros o sucateiro Roberto Andrade Leite, de 47 anos, que morava e trabalhava na passagem São Jorge, por trás da invasão da Asdecelpa, no bairro de Jaderlêndia em Ananindeua.
No caso, a “Lei do silêncio” foi mais uma vez companheira inseparável da impunidade. O caso foi acompanhado pela Divisão de Homicídios, através do delegado Adelino Serra, que fez os primeiros levantamentos no local do crime baseado nas informações repassadas pela equipe do sargento Vinente pertencente a 5ª Zona de Policiamento que foram os primeiros a atender a ocorrência repassada pelo Ciop.
O sargento Vinente e o cabo Alves da viatura 9105, ouvidos pelo DIÁRIO, informaram que teriam sido dois os executores que estavam em uma moto. A vítima estava abrindo a porta de um deposito da sucataria quando foi surpreendido pelos matadores que disparam e fugiram.
O sucateiro Roberto Andrade Leite, segundo familiares, que estavam inconsoláveis, disseram que a vítima era um homem trabalhador que há 10 anos trabalhava com “sucata”. Os vizinhos testemunharam a favor da vítima lamentando sua morte brutal “ele era uma excelente pessoa e não mexia com ninguém”, disse um vizinho.
Um filho do sucateiro informou que o pai sofreu um atentado em dezembro do ano passado, quando dois homens de motos detonaram vários tiros contra o sucateiro sendo que nenhum tiro o atingiu. O DIÁRIO também apurou que os assassinos estiveram bebendo em um bar próximo ao local do crime. Do bar, eles tinham uma visão privilegiada da vítima.
INTRIGA
Uma testemunha que não quis se identificar adiantou ao DIÁRIO que o sucateiro tinha uma intriga com um concorrente da área, que brigava pelo monopólio da compra de ferro velho. “Isto pode ser um dos motivos que serão investigados para elucidar a morte do sucateiro” informou o delegado Adelino Serra. (Diário do Pará)
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