Já próximo à estrada para Igarapé-Miri, uma comunidade de evangélicos, localizada no Curuperé Grande, viveu momentos de terror na manhã do último sábado (4). “Eu vi um monte de viaturas passando e fui atrás. Acompanhei os investigadores da Polícia Civil e da Polícia Militar revistarem as casas e questionarem os moradores. O problema foi quando eles saíram e a Rotam chegou”, disse “Joãzinho”, que vive com toda a família no local.
O filho mais velho dele, “Pedro”, informou que foi intimidado e espancado por quatro policiais da ronda tática da Polícia Militar, à procura de um suspeito de haver cometido o assassinato do policial, conhecido como “Caléu”.
“Eles mostraram a foto de um tal de ‘Boni’ e me diziam pra mostrar onde ele estava. Eu disse que não sabia quem era, aí eles me obrigaram a ir atrás do “Caléu”, que é casado com a filha da minha tia e eu não vejo desde o ano passado. Eles me levaram pro mato, me esbofetearam, me deram coronhadas com a ponta da metralhadora, pisaram na minha cabeça e apontaram arma dizendo que iam me matar se eu não contasse”, relembrou o adolescente.
A tia de “Pedro” era “Maria”, mãe de “Raiza”, que vive com “Caléu”. Além da menina, a mulher é mãe de 10 crianças e foi surpreendida pelos policiais enquanto varria o barraco onde mora: “Eles me fizeram largar meu bebê e ir lá pra trás. Me ajoelharam no meio do mato e atiraram, eu ouvi um barulho tão forte e senti que tinha passado perto da minha cabeça”. (Diário do Pará)
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