A Polícia Civil do Pará já ouviu 25 pessoas no inquérito policial aberto para apurar as mortes dos extrativistas José Cláudio Silva e Maria do Espírito Santo Silva, em Nova Ipixuna, sudeste do Pará. Nesta segunda-feira (06) o trabalho policial prossegue com a tomada de novos depoimentos no município. Paralelamente ao inquérito sobre os dois homicídios, acontece a investigação do assassinato de Eremilton Pereira dos Santos, conhecido por "Bilinha", morto às margens do Lago de Tucuruí, em um igarapé, na zona rural do município.
Doze pessoas prestaram informações que podem ajudar a Polícia Civil a elucidar o homicídio do agricultor. As investigações contam com várias diligências coordenadas pelo delegado geral adjunto de Polícia Civil, Rilmar Firmino; pelo diretor de Polícia do Interior, Sílvio Maués, e pelo titular da Delegacia de Conflitos Agrários (Deca) de Marabá, José Humberto de Melo Júnior. Ao todo, 20 policiais civis trabalham na apuração dos três assassinatos, em Nova Ipixuna e Marabá.
Segundo o delegado Rilmar Firmino, as investigações consistem na coleta de depoimento de pessoas ligadas ao casal, como colonos que vivem na região, para obter informações que levem ao autor ou autores do crime e indique possíveis causas. A Polícia Civil ainda aguarda o laudo do local do crime, feito pela equipe do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves.
A análise ajudará a visualizar a área onde as vítimas foram mortas a tiros. Para o delegado, o inquérito já segue linhas de investigação específicas. Ainda não é possível, segundo ele, revelar detalhes do trabalho, para não prejudicar a apuração.
Quanto à morte de Eremilton Pereira dos Santos, a Polícia Civil já avançou nas investigações. Durante o inquérito, os delegados responsáveis receberam denúncias anônimas, por meio do Disque-Denúncia, fone 181, sobre possíveis envolvidos no crime. Todas as informações recebidas estão sendo investigadas pela Polícia Civil, para que o caso seja logo solucionado. (Polícia Civil)
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