O cheiro forte do material utilizado no refino de entorpecente levou uma denúncia anônima ao Centro Integrado de Operações (Ciop) dando conta que na rua Sebastião de Sousa, no bairro das Águas Brancas, em Ananindeua, estaria funcionando um laboratório de fabricação de drogas.
O oficial interativo aspirante Alessandro, da 14ª Zona de Policiamento, chamou as viaturas 8129, do sargento Edson, e 8128, do cabo Serrão, e montou a operação que flagrou Anderson Medeiros de Lima, de 19 anos, nos fundos da casa trabalhando no refino de cocaína.
Com ele foram detidos três adolescentes que segundo o aspirante Alessandro faziam a segurança no local e tiravam uma de “olheiro” avisando quando algum carro suspeito ou mesmo a Polícia Militar se aproximasse e entrasse na invasão.
No local, os policiais militares encontraram Anderson com todo material utilizado no refino do entorpecente. Barrilha, solução de bateria, sal, baldes, sacos plásticos para a embalagem da droga, óxi dissolvido e já pronto para o consumo e dez embalagens que segundo o acusado custariam R$ 60,00 a unidade.
Interrogado na Central de Flagrantes de São Brás, Anderson Medeiros Lima, que segundo o delegado Costa Neto é reincidente no crime de tráfico de drogas, disse que comprou o material de um homem no município de Breves, na Ilha do Marajó.
Como sempre, nestes casos, nomes e endereços dos fornecedores são um “segredo de estado”. “Eles não fornecem os nomes dos traficantes”. (Diário do Pará)
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