A morte do casal de ambientalistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo, assassinado a tiros por pistoleiros no dia 24 de maio, no assentamento Praialta Piranheira, em Nova Ipixuna (PA), está praticamente desvendada pela polícia estadual. O principal suspeito do crime é um fazendeiro conhecido por José Rodrigues, que teve a prisão preventiva solicitada à justiça da comarca de Nova Ipixuna.
Ele teria encomendado o crime por R$ 5 mil a dois pistoleiros cujo retrato falado a polícia divulgou hoje (07). Os assassinos estão foragidos e provavelmente saíram da região de barco pelo rio Tocantins. O preço para matar o casal não foi confirmado pelos delegados que investigam o caso.
O motivo do crime seria o fato de Rodrigues ter comprado lotes de terra destinados a vários assentados para expandir sua criação de gado na área. Ele tem uma fazenda nos limites do assentamento. Ao saber do fato, José Cláudio disse para o fazendeiro que a terra não poderia ser vendida e que ele não iria deixar que isso acontecesse. O ambientalista mandou que os assentados permanecessem nos lotes.
Rodrigues, sem qualquer ordem judicial, levou policiais de Nova Ipixuna até o assentamento para expulsar os agricultores. O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) tomou conhecimento do fato e informou que os lotes pertenciam aos assentados. Furioso, Rodrigues teria afirmado, segundo depoimento de um lavrador à polícia, que ele perderia os lotes, mas que José Cláudio e Maria, mais cedo ou mais tarde, pagariam caro por isso.
(Agência Estado)
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