A pós o estado de verdadeiro faroeste registrado no último final de semana em Abaetetuba, município situado na região do Baixo Tocantins, as investigações policiais a respeito das seis mortes ocorridas em dois dias começam a apresentar os primeiros resultados. Mas isso só foi possível após Adriano Correa de Araújo, de 26 anos, conhecido como “Boni”, ter se entregado à polícia no início da tarde de ontem (7), em Abaetetuba.
Nas investigações que apuraram a morte do cabo da Polícia Militar, Idacildo Corrêa dos Prazeres, de 40 anos, o cabo Prazeres, como era conhecido pelos colegas de farda, “Boni” é apontado como um dos envolvidos diretamente na morte do policial. No dia do crime o cabo Idacildo foi morto com um tiro após uma tentativa de assalto a um carro-forte. Idacildo estaria fazendo “bico” em uma agência bancária como segurança quando foi morto.
Adriano, o “Boni”, Adonai Farias de Souza, o “Ado”, e um terceiro homem identificado como “Caléu” seriam os assaltantes envolvidos na morte do policial. Na sequência à morte do cabo Prazeres, na busca pelos assaltantes, supostos policiais militares, à paisana, teriam entrado na casa do casal Danilo Ferreira, 54 anos, e Maria da Conceição, conhecida como “dona Lora”, e executado os idosos a tiros.Segundo informações de moradores locais, entre os assassinos estaria o irmão do policial assassinado. Uma testemunha do crime teria reconhecido o irmão do policial entre os invasores e assassinos do casal.
Danilo Ferreira morreu no local e sua companheira chegou a ser socorrida para o hospital local, mas não resistiu aos ferimentos e também morreu. A morte do casal teria sido a forma encontrada para fazer Adriano, o “Boni”, aparecer. As duas vítimas eram pais do suspeito acusado pela polícia. (Diário do Pará)
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