Cabo de guerra, aquela brincadeira que se divide em dois grupos onde um puxa de um lado e outro puxa de outro e no final vence aquele que mostrar mais força. Nesse caso, não se trata de brincadeira, mas a morte de Roberto Andrade Leite, 44, pode ser exemplo de como funciona essa atividade.
Integrantes da família do falecido se dividiram e eles disputam pela responsabilidade da liberação do corpo do IML. A confusão impede que o corpo da vítima de baleamento seja enterrado.
A situação polêmica surgiu no último final de semana, quando Roberto foi assassinado. No domingo, a moça que se diz filha, Priscila Kelly Oliveira Fernandes, 25, foi até o IML para receber a liberação do corpo do pai, mas lá foi informada que a ela não poderia ser liberado por dois motivos: primeiro, por ele (Roberto) não obter nenhum documento de identificação e, segundo, por ela (Priscila) não comprovar que faz parte da família de Roberto, pois não foi registrada no nome do suposto pai.
“Ele não tinha nenhum documento, porque há anos atrás ele foi preso e depois não quis mais tirar a documentação. Aí eu fui na Susipe e consegui um documento para comprovar a identificação dele, mesmo assim não foi possível liberar porque eu não tive como comprovar que sou filha dele”, disse Priscila sobre o primeiro obstáculo a
enfrentar. (Diário do Pará)
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