A cidade de Bagre, no Marajó, antes tranquila e pacata, vive dias de insegurança. Na semana passada, um homem foi espancado até a morte após o fim da festa na paróquia da cidade e, no dia seguinte, em plena luz do dia, três homens armados assaltaram um comércio local.
O que mais preocupa a população e as autoridades é a violência com que os criminosos vêm agindo. Os ribeirinhos estão ainda mais expostos, pois os piratas promovem verdadeiros arrastões na região.
EFETIVO
O frágil sistema de segurança da região ficou ainda mais visível após essa onda de violência. Em Bagre são apenas sete policias. Do total, seis são policiais militares. Enquanto quatro trabalham, dois folgam. A cidade tem apenas um policial civil e um investigador que fica responsável pela delegacia da cidade. “Isso representa apenas um policial para cada 3.402 habitantes em media, sem nenhuma estrutura, pois não há sequer uma viatura no município”, reclama o prefeito Cledson Rodrigues, o “Gordo”.
O prefeito cobrou do secretário de segurança do Estado, Luiz Fernando Rocha, a nomeação de mais policias e um delegado para o município. O próprio prefeito já esteve em risco, no início deste ano. A policia descobriu e prendeu uma quadrilha que planejava sequestrá-lo para roubar o dinheiro do pagamento do funcionalismo, já que na cidade não tem agência bancária e o próprio prefeito tem que fazer o transporte dos valores.
A agência bancária mais próxima é a do banco do Brasil, no município de Breves. Em 2009 ladrões levaram aproximadamente R$ 250 mil dos cofres da prefeitura. (Diário do Pará)
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