Todas as circunstâncias apuradas no local do crime apontam para uma suposta situação de engano em relação ao assassinato do ajudante de vidraçaria Jonny Anderson de Sousa Torres, de 24 anos. Ele residia na passagem 3 de Junho, no bairro da Cabanagem, e foi morto com dois disparos de arma de fogo na esquina da rua 17 de Agosto com a quadra 9, no bairro do Mangueirão, em Belém.
Segundo Francisco das Chagas Santos, pai da vítima, o filho saiu às 19h da última sexta-feira para jogar futebol em uma quadra de esportes na rua 17. Quando foi avisado, encontrou já o filho morto sem que pudesse socorrê-lo. “Eu estava em casa quando uma pessoa foi avisar que tinham matado meu filho”, disse Francisco das Chagas.
O pai apresentou a carteira de trabalho do rapaz, que estava recebendo seguro-desemprego depois que saiu da firma onde trabalhava. Ele contribuiu para as investigações da polícia dando conta que o filho nunca foi preso, não era viciado e não sabia se o mesmo estava ameaçado de morte.
Mas revelou um dado importante que foi anotado pela delegada Márcia Contente da Divisão de Homicídios: há seis meses, dois homens em motocicletas teriam abordado Jonny Anderson de Sousa na entrada do conjunto Parklândia, mas teriam desistido da empreitada dizendo que “não é este o homem”.
Desde este dia, o pai aconselhou o filho a mudar a rota quando vinha do trabalho, talvez temendo o pior. “Eu fiquei com medo quando ele contou a história da ameaça sofrida e pedi para pegar dois ônibus, evitando andar por estas quadras desertas durante a noite, quando voltava do trabalho”, afirmou o pai.
O sargento Lemos, da 5ª ZPol, informou ao DIÁRIO que a vítima caminhava rumo à quadra de esportes quando se encostou em uma motocicleta e, segundo uma testemunha, um dos motoqueiros teria sacado uma arma, talvez pensando ser um assalto, e atingido Jonny Anderson de Sousa. “O medo de assalto pode ter levado os motoqueiros a atirar, pensando que a vítima poderia ser um assaltante”, disse o policial militar.
Policiais militares da 5ª Zpol isolaram a área até a chegada da equipe da Divisão de Homicídios para o levantamento de local de crime a do Instituto de Criminalística. Eles recolheram um projétil de arma calibre 38 e fizeram a remoção cadavérica. (Diário do Pará)
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