Das 9h às 12h de hoje (21), cinco pessoas prestaram depoimento no Fórum Criminal de Belém, sob a presidência do juiz Cláudio Henrique Rendeiro, do 3º Tribunal do Júri da Capital, sobre o assassinato da estudante Cíntia Oliveira, de 16 anos.
O depoimento de Nancy Amorim foi um dos mais importantes. A todo momento, ela isentou o irmão de culpa, diz não ter participado de nada e aponta Ezequiel Callado como quem planejou e executou o crime.
No dia 20 de julho de 2010, a estudante Cíntia saiu de casa para ir até a igreja onde frequentava e não foi mais vista. No dia seguinte, a polícia encontrou o corpo da jovem no Cemitério da Piçarreira, no bairro do Bengui.
No total, nove testemunhas serão ouvidas, além do réu, que será o último a ser ouvido em interrogatório. Pela manhã foram ouvidos: Nancy Amorim, que ficou presa por um tempo mas foi inocentada; a diretora da escola onde os jovens estudavam, Ângela Pantoja; Patrícia Barros, hoje com 19 anos, que fazia parte do grupo de góticos do réu; prestou depoimento L.S., 16 anos, que supostamente teria um caso com a vítima e seria uma das mandantes; e o irmão de Nancy, adolescente.
A primeira a prestar declarações foi S. L., que falou como a colega foi assassinada e qual a participação de cada um dos três.
Estudantes e familiares dos jovens que acompanham o julgamento, do plenário do júri, estão ouvindo somente a voz dos adolescentes. A voz dos jovens está sendo veiculada em rotação alterada para evitar identificação, uma vez que a participação deles é tratada sob segredo de Justiça.
Às 14h, iniciará a segunda parte de depoimentos de hoje. O réu, Ezequiel Callado, deve ser ouvido e peritos apresentarão os laudos. Hoje ainda devem terminar os depoimentos e amanhã serão realizados somente os debates.
ASFIXIA
O laudo necroscópico comprovou que a vítima morreu por asfixia mecânica por estrangulamento, com várias lesões na cabeça e pescoço, e colocada numa cova rasa do cemitério desativado.
A polícia chegou ao grupo através de uma gravação feita por um blogueiro de Porto Alegre (RS), identificado como Lord Marcus. O internauta costumava conversar com Ezequiel Calado há algum tempo, através da Internet, pelo MSN e Skype. Numa das conversas Callado confessou o crime ao amigo internauta, que denunciou o caso à polícia.
(DOL, com informações do TJ-PA)
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