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POLÍCIA

Caso Cíntia: Ezequiel nega homicídio

O júri popular do estudante Ezequiel Callado, acusado de participar do homicídio da adolescente Cíntia Oliveira em um cemitério desativado na periferia de Belém, encerra ainda hoje à noite. Ao ser interrogado, o réu negou ter cometido o crime e afirmou qu

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O júri popular do estudante Ezequiel Callado, acusado de participar do homicídio da adolescente Cíntia Oliveira em um cemitério desativado na periferia de Belém, encerra ainda hoje à noite. Ao ser interrogado, o réu negou ter cometido o crime e afirmou que teria sido somente a adolescente S. L. que enforcou a colega. A vítima teria lutado com a colega antes de ser enforcada por ela. Ele disse ainda que chegou a ajudar a vítima e ao constatar que estava morta mandou que os dois adolescentes procurassem sair do local, optando em não responder mais as perguntas da promotoria.

A sessão, que iniciou por volta das 9h, no salão do júri do Fórum Criminal de Belém, sob a presidência do juiz Cláudio Henrique Rendeiro, do 3º Tribunal do Júri de Belém, foi retomada com a perita Palmira Franco. Ela prestou esclarecimentos sobre o laudo feito de levantamento do local do crime. A segunda perita, Mirtes Silva, que também prestaria informações sobre o laudo da reprodução simulada do crime, foi dispensada pela promotoria, representada pelo promotor de justiça Victor Murrieta, com a concordância do defensor público Rafael Sarge, habilitado na defesa do réu.

Os debates orais, entre promotoria e acusação, iniciaram por volta das 14h30, com a manifestação do promotor público Manoel Victor Murrieta. Ele destaca nas alegações que embora o réu negue a participação no crime, as testemunhas ouvidas no júri (adolescentes) confirmaram a participação do réu no crime. Nas alegações, o promotor mostrou as imagens feitas pela Polícia, do corpo da vítima e que a adolescente não poderia matar sozinha a colega.

Para o promotor Murrieta, os autores atraíram a vítima o local de difícil acesso (o cemitério desativado), embriagado a vítima, para em seguida agredir fisicamente a adolescente e matar por esganadura, para se vangloriar como líder do grupo de “góticos fracassados”. A promotoria sustenta que o réu foi autor de homicídio triplamente qualificado, além dos crimes de corrupção de menores e violação de sepultura.

(DOL, com informações da Ascom TJE/PA)

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