Após a exumação cadavérica da médica Viviane Marins, realizada pelos peritos do Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves”, pela manhã, em Paragominas, a noite de anteontem foi voltada para a reconstituição do assassinato da médica, fato ocorrido em 20 de setembro do ano passado.
A reconstituição teve como base o depoimento do companheiro da vítima, o técnico de enfermagem Francisco Charles dos Santos, que recentemente foi indiciado no inquérito como principal suspeito. Segundo o delegado Otto Wirtz, Francisco Charles foi indiciado porque as provas materiais colhidas nos autos do laudo cadavérico e de local de crime indicavam uma “clara divergência” entre o que ele falou como única testemunha ocular dos fatos e o que aponta a sequência de ações apuradas pela perícia.
Ainda segundo o delegado, na condição de indiciado ele manteve o depoimento com bastante “clareza e firmeza”. “Como forma de dar a ele direito à defesa, a gente está realizando essas diligências para que possa esclarecer à perícia técnica o que ele falou”, disse Otto Wirtz.
Na época a conclusão da perícia criminalística apontou que o assassino da médica só poderia estar posicionado ao lado esquerdo da vítima, dentro do veículo ou próximo a janela do motorista. Leia mais no Diário do Pará.
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