Nove pessoas presas durante a operação “Cash Break”, da Polícia Civil, realizada no Pará e no Maranhão, foram transferidas nesta quinta-feira (23), da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) para duas casas penitenciárias de Belém. Um dos presos é o vice-prefeito de Novo Repartimento.
Glauciane Ferreira da Silva, Marta Íris Ribeiro de Souza, Etelvina Carvalho da Silva e Antônia Lemos Braga de Moraes foram transferidas para o Centro de Recuperação Feminino, em Ananindeua. Dogival Francisco da Silva, Roberto Aparecido de Passos, Bethoven dos Santos, Marcleison Brandão de Oliveira e Marivaldo de Moraes e Silva foram levados para o Centro Provisório, no distrito de Americano, em Santa Izabel do Pará.
As prisões foram realizadas simultaneamente em Novo Repartimento, Marabá, Belém e São Luiz, no Maranhão. Dos presos, apenas Diogo Costa Carvalho, apontado com um dos líderes do bando, permanece detido na capital maranhense, aguardando autorização judicial para ser transferido ao Pará.
Eles são acusados de integrar uma quadrilha responsável por um esquema de desvio de dinheiro referente a pagamentos de precatórios (ações de indenização) decretados pela Justiça no Estado de Pernambuco. Os valores estimados em R$ 2 milhões foram sacados de contas correntes na agência do Banco do Brasil, em Novo Repartimento. Uma pessoa ainda se encontra foragida no Maranhão.
Todas as prisões foram coordenadas por equipes da DRCO sob coordenação dos delegados Ivanildo Santos e Beatriz Silveira, sob supervisão do delegado João Bosco Júnior, titular da DPE. Roberto Aparecido de Passos é vice-prefeito de Novo Repartimento. Já Antônia de Moraes é gerente da agência do Banco do Brasil no município e responsável pela liberação dos saques e esposa de Marivaldo, um dos presos.
Com os presos, quatro caminhonetes de luxo, como Hilux, Ecosport e SW4, foram apreendidas, além de uma moto. Na casa de Etelvina, foram apreendidos oito telefones celulares, uma câmera digital, um notebook, várias telas de LCD, um televisor, um microondas, um equipamento de ginástica e cerca de R$ 7 mil em dinheiro, além de vários documentos. As investigações sobre o bando prosseguem.
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