Aproximadamente às 14h de ontem (12) os moradores da passagem Boa Fé, entre as passagens Umarizal e Caju, no bairro do Barreiro, ouviram disparos de tiros e correram para a rua. No asfalto quente, o adolescente de 16 anos agonizava no chão. Segundo testemunhas, dentro de poucos minutos o garoto morreu.
A equipe da viatura 9135 da 1ª ZPol chegou em pouco tempo ao local e não descartou a possibilidade de acerto de contas, embora a família não tenha confirmado a participação do rapaz em negócios ilícitos.
ASSALTO
A avó do jovem, que preferiu não ter a identidade revelada, disse que o neto já havia sido apreendido pela Delegacia de Atendimento ao Adolescente (Data) por assaltar um idoso, e outras vezes por estar nas ruas durante a madrugada na companhia de outros adolescentes.
Após ouvir relatos de moradores da localidade, Cabo Ronaldo, comandante da viatura, comentou que “os suspeitos de terem cometido o crime são velhos conhecidos da polícia, pelas características ditas pelas pessoas pode ter sido o trio conhecido por ‘Raí’, ‘Piu’ e ‘Uauá’”.
O jovem foi alvejado com oito tiros e de acordo com a perícia podem ter sido disparados por um revólver calibre 38. A Divisão de Homicídios da Polícia Civil esteve no local e a delegada Cláudia Guedes confirmou a quantidade de disparos. Testemunhas afirmam que o adolescente estava na esquina da passagem Boa Fé com mais dois garotos, quando um carro de cor prata passou lentamente por eles. Em seguida, ouviram os disparos e a correria.
Os tiros atingiram a perna, o tórax, o pescoço e a mão do rapaz. O Centro de Perícias Científicas foi chamado para realizar o levantamento da cena do crime.Muito abalados, alguns familiares da vítima estiveram no local. Uma das tias contou que a mãe o abandonou ainda pequeno na casa da avó e foi embora para Manaus, no Amazonas. “A avó o criou como se fosse filho. Para ajudar nas despesas da casa ela fazia pastéis para o garoto vender”, contou a tia. (Diário do Pará)
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