Os dias estão passando e a angústia só aumenta. Hoje (25) já fazem 13 dias que Joelson Ramos Souza, 32, foi assassinado brutalmente. A família do rapaz sofre com o sentimento de saudade, de indignação e de muitas dúvidas. A lembrança do rapaz é constante no bairro da Marambaia pelos parentes e vizinhos. O bairro foi onde Joelson viveu e se criou ao lado dos tios e primos.
Durante aproximadamente uma hora de conversa, na tarde de sexta-feira, Marihugo Siqueira, tio da vítima, não teve como segurar as lágrimas. “Todos os dias eu penso nele, acordo de madrugada e é ele que vem na minha cabeça, não consigo entender por que agiram com tanta crueldade. Ele foi muito inocente. Já estava doutrinado por essa mulher”, falou entre um misto de saudade e revolta.
Esse mesmo aperto no coração vive Julia Bentes, 61, tia e vizinha de Joelson. Somente uma casa a separa da casa do sobrinho. “Eu ainda não consigo acreditar que nunca mais vou vê-lo. É uma sensação muito estranha, ele não era de ficar pela rua, mas eu sempre estava vendo. Tinha dias que ele tirava para arrumar as coisas dele. Chegava do trabalho, lavava a roupa e estendia aqui fora”, relembrou a tia de um tempo ainda recente.
A rotina da família ainda não voltou ao normal. Seu Marihugo chegou a dizer que somente após a prisão dos assassinos do sobrinho é que a vida poderá se aproximar da normalidade. “Eu quero resolver isso logo, é uma angústia que dá, a cada dia que passa tenho a sensação que eles (os assassinos) estão mais longe”, completou. (Diário do Pará)
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