Uma tragédia anunciada à morte de uma pessoa no distrito de Marapanim, região do Salgado. Ingredientes salutares para uma boa confusão é que não faltaram no final da noite de quarta-feira (27) na orla da praia de Marudá. Música alta, bebedeira, ânimos exaltados e uma rixa acabou em homicídio.
Um homem identificado por José Maria Pereira da Silva, de 28 anos, conhecido como “Piu-Piu”, foi morto com quatro tiros tendo como executor o próprio cunhado, identificado pelo prenome de “Renatinho”, que fugiu logo após o delito, uma vez que, segundo testemunhas, no meio da semana não existe policiamento no distrito.
AGRESSÃO
Informações preliminares de Marudá dão conta que a rixa entre os cunhados tinha como motivação uma conversa dando conta que José Maria teria agredido a companheira gerando uma discussão que acabou evoluindo para o desfecho fatal.
No final da noite de quarta-feira o acusado chegou à orla de Marudá onde se apresentava uma atração conhecido como “Trio Fuca” encontrando a vítima que se divertia no local e passaram a discutir. “Renatinho” sacou de um revólver e atirou quatro vezes contra o cunhado que ainda chegou a ser socorrido, mas já estava sem vida.
Instalado o pânico no local, muita gente teve que se abrigar dos disparos e como o crime foi em família ninguém se predispôs a comparecer à Delegacia de Polícia de Marapanim para registrar o homicídio, até porque, segundo informações de Marudá, não tinha ninguém para registrar o fato.
O delegado Sílvio Maués, diretor de Polícia do Interior, responsável pelo plantão em Marapanim, teria ido ao local do homicídio pouco tempo depois do ocorrido. Moradores da Vila de Marudá estão insatisfeitos com a presença da bagunça que fazem os simpatizantes de um trio que se apresenta no local e pedem que a administração da orla não permita que o veículo seja colocado na orla. “Ele não contribui em nada com o desenvolvimento do nosso lugar e ainda deixa a praia toda suja após as apresentações” lamentou um morador de Marudá ouvido pelo DIÁRIO.
O corpo da vítima veio para Belém, onde foi enterrado, e ninguém da família quis comentar a tragédia. (Diário do Pará)
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