Uma discussão entre dois homens terminou de forma violenta na manhã de ontem. O desentendimento teria iniciado no interior de um supermercado, na rodovia Transcoqueiro, em Ananindeua, e terminado do lado de fora com o pedreiro Jackson Damasceno Mesquita, de 26 anos, sendo vítima de uma coronhada de revólver na cabeça. Segundo ele, o agressor foi um segurança do próprio estabelecimento.
O pedreiro em companhia da esposa e da filha, disse ter ido ao supermercado para fazer compras e ao pagar R$ 30 em produtos no caixa percebeu que ele tinha esquecido de pegar alguns itens. “Foi quando decidimos deixar as compras já pagas e embaladas, dentro em um carrinho num canto do estabelecimento e retornar para escolher os produtos que faltavam e efetuar uma nova compra ”.
Ao terminar de escolher a segunda leva de produtos e se dirigir novamente ao caixa, o pedreiro disse ter percebido um segurança do supermercado ao lado das primeiras compras.
“Quando fui pegar as sacolas que estavam no carrinho, ele me perguntou se as compras eram minhas e provei a ele mostrando o cupom fiscal, em seguida começamos a discutir principalmente quando o questionei se ele estava me chamando de ladrão”, disse.
Acrescentou que foi dado início a um bate-boca em voz alta e outros dois segurança surgiram. “Me arrastaram e colocaram para o lado de fora do supermercado. No estacionamento, o segurança que inciou a discussão comigo veio com a arma em punho e me deu uma coronhada na cabeça. Acho que ele só não me matou, porque haviam várias testemunhas observando tudo”, revelou o pedreiro.
GERÊNCIA
Procurado pela reportagem do DIÁRIO, o gerente do supermercado Rodrigo Souza, informou que o fato ocorreu entre clientes e não envolvendo o segurança do estabelecimento, como foi informado pela vítima.
“O senhor que agrediu o cliente, não era segurança da empresa. Ele também era cliente e fazia compras, quando se desentenderam ao trocar os carrinhos. O agressor teria pegado o carrinho da vítima enganado e eles começaram a discutir entre si”.
Ainda de acordo com ele, os segurança do estabelecimentos não estão autorizados a utilizar armas de fogo nas dependências do supermercado. O agressor não foi identificado.
O incidente foi registrado na Seccional Urbana da Marambaia, onde serão feitos os procedimentos para apurar o fato. (Diário do Pará)
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