O delegado Goudemberg Souza, da Seccional da Sacramenta, abriu inquérito para apurar a morte do mototaxista Yago Samuel dos Santos Nascimento, 19 anos, que foi assassinado com um tiro nas costas anteontem (31) à noite, na passagem D, bairro da Sacramenta.
O caso ainda está envolto em controvérsias, já que a família da vítima acusa o soldado PM da 1ª Zpol, Raul Júnior, de ter atirado no rapaz, que morreu quando era socorrido no Hospital do Pronto-Socorro Municipal do Umarizal.
Ocorre que, na Seccional da Sacramenta, consta um auto de resistência, assinado pelo sargento PM Vanner Sílvio, dando conta que ele teria sido o autor dos tiros contra Yago, que, por sua vez, havia assaltado uma irmã desse policial militar, de nome Helen Rute, de quem tomou o notebook e o telefone celular, já recuperados.
No mesmo auto, consta um depoimento do soldado Raul Júnior, onde ele nega ter atirado em Yago. O soldado disse que socorreu a vítima, quando a encontrou caída de sua moto.
Ontem (1) de manhã, antes do corpo do rapaz ser liberado pelo Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, o pai, Samuel de Nazaré e a avó do mototaxista, Maria José, revoltados, disseram que houve corporativismo na Seccional da Sacramenta. Eles pretendiam fazer um boletim de ocorrência, contando como tudo ocorrera (sua versão), porém o escrivão e alguns PMs não teriam permitido que sequer permanecessem nas dependências da unidade policial. (Diário do Pará)
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