O superintendente do Sistema Penal no Estado do Pará, major Francisco Bernardes, esteve em Marabá nos últimos dois dias e confirmou a chegada de novas viaturas e também a construção de ala feminina com 88 vagas. Anunciou também a construção de mais uma casa penal com capacidade para 300 presos, cujas obras devem iniciar no final deste mês.
A ala feminina vai ficar em uma área localizada de frente para o Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (Crama), que fica no Km-14 da Rodovia Transamazônica, sentido Marabá-Itupiranga. Já a nova penitenciária masculina ficará em área nos fundos do Crama. Desse modo passará a ter um complexo penitenciário com três unidades.
Ele afirmou ainda que está tentando aumentar o efetivo de agentes prisionais em Marabá, até porque muitos agentes estão saindo, pois o contrato que mantinham com o Estado está encerrando e também pelo fato de a população carcerária estar aumentando.
O titular da Susipe observa que medidas como esta precisam ser tomadas em todo o Estado, pois a população carcerária vem crescendo cada vez mais, enquanto o sistema não consegue acompanhar esse crescimento. Segundo ele, o Pará tem mais de 12 mil presos, divididos em 38 unidades penais, o que representa um excedente de 84% da capacidade de vagas em todas as casas penais do Estado.
Segundo major Bernardes, é possível que, proporcionalmente, Marabá seja a cidade com maior índice de superlotação carcerária do Estado, o que mostra a defasagem dos investimentos na região. Somente no Crama (projetado para ser uma penitenciária agrícola, mas que hoje não cumpre essa função) estão presos 550 detentos. Entretanto, a capacidade prevista é para apenas 180.
No Centro de Recuperação Marabá (CRM), que funciona anexo ao prédio da Seccional Urbana da Nova Marabá, na Folha 30, a situação é pior ainda. Estão encarcerados ali 276 presos, mas a capacidade é para apenas 70. Ou seja: na prática, o espaço que deveria estar acomodando um detento está acomodando quatro.
Para vigiar esses presos, existem 45 agentes prisionais masculinos e 12 femininos. Além disso, a Polícia Militar reforça a segurança com 16 PMs por dia (em turnos de 24 horas), sendo três no CRM e 13 no Crama. (Diário do Pará)
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