As mais recentes vítimas da insegurança na Praça da República, centro de Belém, são uma jovem senhora e um bancário. Ela foi abordada por José Antonio de Sousa Dias Sampaio, que, armado com um gargalo de garrafa, tomou-lhe o celular e fugiu, de acordo com testemunhas. Já a outra vítima voltava do almoço e estava se preparando para atravessar a avenida Presidente Vargas quando foi atacada por José Antonio, que tinha a pretensão de subtrair a carteira porta-cédulas que ela (vítima) carregava em uma das mãos.
O bancário acabou travando luta corporal em plena tarde de ontem, sendo ferido gravemente no rosto pelo acusado, que utilizou o mesmo gargalo de garrafa na situação da primeira vítima. Logo após ferir o bancário, o assaltante continuou empreendendo fuga quando “trombou” com o guarda municipal Alexandre, que saiu em perseguição dando-lhe uma rasteira na tentativa de imobilizá-lo.
Dezenas dos chamados “heróis do povo” saíram do anonimato e partiram para o ataque aplicando uma surra no ladrão. “Nós tivemos muito trabalho para conter os populares que queriam fazer justiça com as próprias mãos quando viram o bancário ferido” informou o guarda municipal Alexandre.
Levado para a Seccional Urbana do Comércio, José Antonio de Sousa Dias Sampaio contou uma história digna de filmes “dramáticos”. Ele disse que tinha ido trabalhar em Parauapebas e, quando voltou, soube da morte, durante um incêndio na passagem Caraparu no Guamá, de toda sua família. Sem teto, o acusado passou a morar na rua e enveredou pelo caminho do álcool, trabalhando como artesão para sustentar o vício.
Confesso
José Antonio de Sousa Dias Sampaio, que disse ter 30 anos, confessou o assalto a duas vítimas e o delegado Célio Picanço o autuou em flagrante delito cuja pena para o crime com seus agravantes vai de quatro a dez anos de cadeia. (Diário do Pará)
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