Wagner Lima Silva de 28 anos resolveu escolher um assentamento de “sem terras” no distrito de Mosqueiro em Belém para comercializar maconha acreditando que estaria impune diante da lei que pune com rigor quem se utiliza desta prática criminosa.
O que o acusado não contava é que no assentamento do Braz, às margens da PA-391, morava gente de bem que não suporta a venda de entorpecente e acabou denunciando para os cabos Pinho, Da Silva e soldado Valéria que estavam em ronda na viatura 8403 sob as ordens do capitão Antônio Júnior da 9ª Zona de Policiamento.
Na apresentação para o delegado Wilson Ronaldo o cabo da Silva detalhou os meios para a prisão do acusado, informando que se encontrava de plantão com seus colegas policiais quando recebeu uma denúncia dando conta que no assentamento do Braz próximo ao Portal Ariramba tinha um elemento magro, branco vendendo maconha no lote 8 do referido assentamento.
DROGA
Com cautela e informações de populares a guarnição conseguiu encontrar a casa indicada na denúncia cuja porta estava encostada e dentro do imóvel Wagner Lima Silva e ao ser feita a revista foi encontrado no lado da residência um pote com 93 “petecas” de pasta base de cocaína e duas trouxas de maconha.
Interrogado no local o acusado não teve como negar a posse do entorpecente que estava pronta para ser comercializada neste final de semana, quando é grande a presença de viciado em Mosqueiro devido o feriado prolongado da adesão do Pará a Independência. “Ele estava pronto para faturar a droga neste final de semana”, informou o cabo Da Silva
Durante o depoimento na Polícia Civil o acusado assumiu ser o dono do entorpecente, mas segundo os investigadores Wagner Lima tentou encobrir duas pessoas que estavam trabalhando na extração de madeira para ele que seriam na verdade os donos da droga.
“Ele esta assumindo uma coisa que pode não ser dele, talvez por medo ou represálias dos verdadeiros traficantes, ou então é muito dissimulado para apresentar duas versões”, informou um dos policiais que participaram da operação que prendeu o acusado.
O capitão Antônio Júnior subcomandante da 9ª Zona de Policiamento diz que o apoio de pessoas de bem na Ilha do Mosqueiro vem contribuindo para a retirada desses pequenos traficantes que disputam território nas invasões e periferia da Ilha de Mosqueiro. (Diário do Pará)
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