Mais dois homens acabaram enfrentando a ira da população, que não suporta mais a ação de assaltantes, e tiveram alguns minutos que mais pareciam uma eternidade, sendo surrados em plena via pública depois que roubaram um cidadão que estava saindo de casa, na travessa Apinagés, no bairro de Batista Campos, em Belém.
Os “quebrados” foram identificados como David Batista da Costa, de 24 anos, e Pedro Henrique Castilho Alves, de 21 anos, que decidiram sair dos bairros onde moravam e para atacar um pouco distante, utilizando para a fuga bicicletas.
Fingindo estarem armados, eles renderam uma moça que estava na porta de casa e roubaram um aparelho de celular, sendo dado o alarme, iniciando uma perseguição implacável aos acusados. O primeiro a cair nas mãos de populares foi Pedro Henrique, que acabou levando uma impiedosa surra. Bastante ferido, ele disse ao DIÁRIO que “nem da minha mãe eu apanhei tanto como hoje”, reclamou o acusado.
O outro acusado, David Batista da Costa, segundo os policiais militares da viatura 9444, está com um preparo físico de meter inveja a qualquer atleta que esteja se preparando para as Olimpíadas do Rio Janeiro. “Ele foi alcançado por nossa viatura quase um quilometro longe do local do assalto e empreendia uma fuga alucinada”, informou o soldado J. Vaz.
Para acontecer a materialidade do crime e configurar o flagrante, era preciso encontrar o aparelho celular da vítima e somente com uma revista completa foi possível detectar que Pedro Henrique Castilho Alves havia escondido o aparelho dentro da cueca.
Em depoimento após os curativos recebidos no Hospital do PSM do Guamá, David Batista Costa confessou a autoria do delito em companhia do parceiro Pedro Henrique Castilho Alves. “Eu sou viciado e pretendia vender o aparelho numa boca em troca de drogas”, disse o acusado, que já esteve preso em julho do ano passado pelo mesmo crime.
Eles foram apresentados para a delegada Ocione Guidão, na Central de Flagrantes de São Brás, e vão responder por roubo qualificado. Como David Batista está na condicional, deve ganhar algumas observações no prontuário quando o inquérito policial chegar à Justiça. (Diário do Pará)
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