Quatro meses de investigações resultaram na desarticulação de um esquema de venda de drogas e na prisão do principal distribuidor de “pedras de óxi” no município de Marabá, sudeste do Estado. O tráfico de entorpecentes envolvia criminosos em três Estados brasileiros. O trabalho policial que levou à prisão de uma quadrilha de traficantes de drogas e na apreensão de drogas. Sob coordenação da Superintendência Regional da Polícia Civil no Sudeste do Pará, a operação policial teve início na sexta-feira passada. Nas informações divulgadas neste domingo, 21, o delegado Alberto Henrique Teixeira de Barros, titular da unidade policial, informa que a investigação foi denominada de “Operação Piolho” em alusão ao apelido do líder da quadrilha, Kelson Olegário dos Santos.
Além de “Piolho”, foram presos os comparsas dele no esquema criminoso: Edson Paulo da Rocha, de apelido “Loirinho”; Doriel Dias dos Santos; Oziel Porto Dias; Tatiane de Souza Santos; Carla Barbosa de Souza, conhecida por “Loirinha”; Wallysson Jansen da Silva, conhecido por “Gina”; Teugenílio Coutinho Marinho, de apelido “Oto” e Sidinei dos Santos Viana. Com eles, um adolescente foi apreendido. Com a quadrilha, a equipe policial apreendeu aproximadamente um quilo de “pedra de óxi”, duas balanças digitais, uma arma de fogo de grosso calibre, munição, apetrechos usados no processo de produção de drogas, três carros, uma motocicleta, R$ 1.280 em dinheiro, talões de cheque e ainda diversos documentos relacionados à movimentação financeira do bando.
Os acusados foram presos em locais distintos. O delegado explica que, após dias de campana e trabalho investigativo, a Polícia Civil conseguiu localizar o paradeiro de Kelson Olegário dos Santos apontado como líder do esquema de tráfico de drogas no sudeste do Pará e indicado pelos componentes do bando como o distribuidor da droga em Marabá.
De acordo com as investigações, foi possível constatar que alguns dos componentes da quadrilha possuem passagens pela polícia por outros tipos de crimes, como roubo, homicídio, porte e posse ilegal de arma de fogo, dentre outros. Kelson é um considerado perigoso, pois já possui várias passagens pela polícia. Aos 27 anos de idade, o patrimônio pessoal dele é incompatível com a atividade que exerce.
Com a prisão de “Piolho” e dos comparsas, na avaliação de Alberto Teixeira, haverá diminuição nos índices de criminalidade ligados ao tráfico de drogas no município. “A quadrilha é de porte interestadual e responsável por um intercâmbio criminoso entre os Estados do Pará, Maranhão e Tocantins”, assegurou o delegado. Os presos vão responder por tráfico de drogas, associação ao tráfico de drogas, formação de bando ou quadrilha, posse ilegal de arma de fogo e munição e corrupção de menor de idade. Além desses crimes, Kelson responderá por maus-tratos de animais, de acordo com a lei de crimes ambientais, pois ele é responsável por promover “rinha de galo” em sua propriedade rural localizada na zona rural de Nova Ipixuna, também no Sudeste do Pará. (Polícia Civil)
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