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POLÍCIA

Vereadores pedem ações contra violência

Vereadores e representantes da área de segurança reuniram-se ontem em um debate na Câmara Municipal de Belém (CMB). A sessão especial foi um requerimento do vereador Pio Netto (PTB) para que as ações de enfrentamento da violência no Estado fossem expostas

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Vereadores e representantes da área de segurança reuniram-se ontem em um debate na Câmara Municipal de Belém (CMB). A sessão especial foi um requerimento do vereador Pio Netto (PTB) para que as ações de enfrentamento da violência no Estado fossem expostas.

Em seu posicionamento, o vereador defendeu que o combate a violência é uma responsabilidade de todos. “Não depende apenas das polícias, engloba a sociedade como um todo. Começa na família, passa pelas instituições de ensino, atinge as igrejas e entes comunitários, transita por todos os segmentos do poder público”.

O secretário de segurança pública, Luiz Fernandes Rocha, apresentou dados sobre a situação da segurança pública e destacou um dos problemas enfrentados atualmente, que é a superlotação carcerária.

De acordo com o secretário, há um excedente de cerca de 5 mil presos em todo o Estado. “Já está prevista a construção de cinco cadeias no primeiro ano de governo para não ter déficit de vagas”. A população carcerária hoje é de 11.953 presos para 6.580 vagas, um excedente de 82%.

As medidas adotadas pelo governo para o combate a violência também foram apresentados, como a potencialização do policiamento comunitário, a participação da comunidade e a ação conjunta dos órgãos de justiça criminal, política de reinserção social dos egressos do sistema penitenciário, entre outros.

Preocupados com a criminalidade e buscando soluções para a questão, membros da comunidade também acompanharam a sessão.

Conde, líder comunitário do bairro do Coqueiro e presidente do Centro Comunitário Jardim Maguari, conta que em seu bairro as principais queixas são por conta dos assaltos. “A violência lá é mais por conta dos roubos, além das pessoas até casas e escolas já foram assaltadas. O policiamento existe, mas não consegue vencer essa questão. Viemos tentar articular a construção de uma seccional”. (Diário do Pará)


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