Everaldo Gama, pai de Ewerton Paulo Sousa, que foi morto na noite de quarta-feira (24), esteve ontem na redação do DIÁRIO para pedir retratação da matéria veiculada no caderno polícia, edição de ontem, em que o filho dele aparece como suspeito de assalto no bairro do Paar.
Everaldo, os familiares e vizinhos de Ewerton não se conformaram com a notícia que retratava a vítima como um assaltante. “Meu filho saiu daqui para levar o filho de cinco anos para lanchar. Ele foi baleado quando acabava de chegar ao lanche. O filho dele viu tudo, viu o pai morrer e ainda acontece isso”, lamentava.
Everaldo informou que o filho era segurança profissional, trabalhava atualmente como mototaxista e fazia bico como segurança no Café Santa Maria.
Ewerton também estava aguardando a resposta de uma entrevista feita há dias em um supermercado. “Ele tinha carteira AB e poderia começar a trabalhar como motorista na próxima segunda-feira”, disse.
O caso está sendo apurado pela Seccional do Paar, mas o Boletim de Ocorrência foi registrado no posto do Serviço de Controle de Crimes Violentos da Polícia Civil, do Hospital Metropolitano. O caso também configura como baleamento por bala perdida. Foi aberto inquérito para apurar o caso, que deverá ser concluído em 30 dias.
O outro baleado no mesmo tiroteio, Célio Roberto Ribeiro, continua internado no HUME. Kelly, esposa de Ewerton, não estava presente no fato como foi dito na matéria. Ela chegou de viagem ontem pela manhã, quando o marido já havia falecido.
“Foi constrangedor para todos da família. Pessoas querendo saber se meu filho era assaltante, sabendo que todos os vizinhos e amigos conhecem meu filho.” (Diário do Pará)
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