Foi sepultada na tarde de ontem a jovem Nildene Cristina Moraes, de 18 anos. Ela foi uma das únicas sobreviventes da chacina ocorrida na madrugada do último sábado (27), no município de Santa Izabel. Ela estava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE) desde o dia do crime. Na madrugada de ontem, Nildene sofreu uma piora em seu estado clínico e acabou morrendo.
Nildene estava sendo mantida em coma induzido, pois foi vítima de traumatismo crânio-encefálio. Mas devido à gravidade do ferimento a jovem acabou não resistindo. O corpo da vítima foi conduzido para o Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves” (CPCRC) e liberado na tarde de ontem para a família.
Os familiares de Nildene não quiseram realizar um velório e o corpo foi encaminhado diretamente para o cemitério público do Tapanã. No local, familiares e amigos da vítima não quiseram dar declarações à imprensa. Era visível a revolta dos pais da jovem e de demais familiares, mas também o medo de algum tipo de represália, uma vez que nenhum dos assassinos foi preso até o momento.
Raimunda Evangelista, mãe de Nildene, foi bem direta ao afirmar que não daria nenhuma declaração sobre a morte da filha. “Não vou declarar nada, até por que não sei de nada, não adianta de nada. O que tinha de perder já perdi. Não tenho o que falar. Eu até sei quem possa falar, mas não vou dizer”. (Diário do Pará)
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