Na madrugada de ontem, 30, o mototaxista Douglas Batista Costa, 24 anos, foi assaltado por quatro homens em frente a um bordel, em Oriximiná, município no oeste paraense. O crime aconteceu às 3h, na travessa Ângelo Augusto, bairro Santa Terezinha, zona norte da cidade. A vítima havia acabado de deixar um passageiro e estava então retornando para casa na intenção de dormir.
O mototaxista foi agredido covardemente por suspeitos conhecidos por Luanzinho, Velho, João Paulo e Cheirinho. Douglas conta que parou em frente ao bordel para conversar com uma garota de programa. Antes, já havia discutido com outra mulher, a Cristiane de Oliveira, com quem já teve um caso.
Douglas disse que foi Luanzinho que correu e tirou da cintura dele (Douglas) a pochete e saiu em direção à esquina. “Quando percebi que o Luanzinho havia puxado a pochete, saí da moto e corri atrás dele. Para surpresa de Douglas, os outros comparsas estavam escondido dentro do mato e quando ele se aproximou de Luanzinho os outros começaram a agredi-lo.
“Eles me atacaram com socos, pontapés, pauladas e também com um gargalo de um litro de 51”, disse o mototaxista. Douglas disse ainda que se defendeu como pôde, e teve que lutar bastante para se livrar dos criminosos, o que resultou em vários cortes pelo corpo.
FUGA
Os homens fugiram do local levando R$ 30, um celular e um cartão que ainda não havia sido inserido o crédito no aparelho. Mesmo todo sujo de sangue, a vítima se dirigiu à delegacia de Polícia Civil que acionou a guarnição da Polícia Militar para encontrar os criminosos.
Pela manhã, o comandante da guarnição, sargento Júlio César, conseguiu prender Edevaldo Gomes da Cruz, 22, o Cheirinho. Ele estava dormindo na casa dele. Segundo o policial, Cheirinho não deu trabalho à polícia e se entregou, mas nega ter participado do crime. “Eu vi quando eles atacaram o mototaxista, mas em nenhum momento me envolvi”, disse Cheirinho.
A vítima recebeu um corte na altura do rosto, vários hematomas por todo corpo e um golpe profundo no cotovelo, que levou quinze pontos. A polícia continua atrás dos outros acusados. (Diário do Pará)
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