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POLÍCIA

Suposta gravidez gera confusão

Uma adolescente de 17 anos foi pivô de uma grande confusão que virou caso de polícia, no início da madrugada de ontem, no distrito de Icoaraci, em Belém. Ao alegar a familiares que estaria grávida de 9 meses e que teria sofrido um aborto, a menina provoco

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Uma adolescente de 17 anos foi pivô de uma grande confusão que virou caso de polícia, no início da madrugada de ontem, no distrito de Icoaraci, em Belém. Ao alegar a familiares que estaria grávida de 9 meses e que teria sofrido um aborto, a menina provocou uma série de reações. Uma equipe de médicos do Hospital Abelardo Santos registrou um boletim de ocorrências na Seccional de Icoaraci e uma enfermeira, acusada de ter realizado o parto, teve que prestar depoimento na unidade policial.

De acordo com o médico anestesista de prenome Davis, que estava de plantão no Hospital Abelardo Santos, tudo começou quando a mãe da adolescente abordou uma assistente social no banco de espera do bloco cirúrgico, no início da noite de anteontem. “Ela (mãe) dizia que queria pegar o corpo do bebê e apresentava um documento”, relembrou o médico. O referido documento tratava-se de um “Sumário de Alta”, um laudo que permite ao paciente deixar o hospital com autorização dos médicos.

Instantes depois, outro médico observou atentamente o laudo e percebeu que havia indícios de fraude. “Após ser ameaçado e presenciar o início de um tumulto, vi que o documento apresentado tinha rasuras e desconfiei das reclamações. No laudo, ela teria sido internada no dia 6 e saiu no dia 7 de setembro. Ninguém pode ter um documento de alta antecipada, ainda mais quando o médico que assina nem está de plantão, nem conhece o quadro clínico da paciente”, considerou o obstetra Ademar Moraes, que também estava de plantão na noite da última terça-feira.

No laudo citado anteriormente constava o nome do médico Patrick Maneschi, que, por sua vez, nem se encontrava de plantão no Hospital Abelardo. Diante disso, os médicos decidiram registrar uma ocorrência na Seccional de Icoaraci. “Fizemos isso para nos respaldar”, declarou o médico Patrick Maneschi ao DIÁRIO. “No dia 12 de janeiro de 2010, ela (adolescente) esteve no hospital e deu entrada com um quadro de aborto incompleto. Na época, eu emiti um ‘Sumário de Alta’ (Resumo de Alta) após ter sido feita a curetagem (aborto)”, confirmou o médico. (Diário do Pará)

>> Leia mais no site do Diário do Pará

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