“Eu nasci aqui e vou morrer aqui”. Segundo Carla Cristina, de 21 anos, esta era a principal alegação de seu irmão, um adolescente de 17 anos, para insistir em permanecer convivendo no bairro do Guamá, em Belém. E ontem, a previsão do jovem foi sacramentada ao ser assassinado com disparos de arma de fogo, na rua Macajás, entre as ruas São Cristovão e Albi Miranda, justamente no bairro mais populoso da capital paraense (Guamá).
De acordo com o sargento Gaia, da Polícia Militar, moradores ouviram três disparos e algumas testemunhas observaram um indivíduo correr e cercar a vítima. “Pelo o que falaram, o assassino correu até aqui e executou o adolescente, nessa parte que é um “beco sem saída”, descreveu o policial em conversa com a delegada Cláudia Guedes, da Divisão de Homicídios da Polícia Civil.
A delegada, por sua vez, detectou junto a peritos criminais do Instituto de Criminalística do Centro de Perícias Renato Chaves que o adolescente foi atingido por três disparos de arma de fogo, sendo dois no peito e um na virilha. A irmã da vítima informou à autoridade policial que seu irmão já havia sido internado em várias ocasiões na Data (Divisão de Atendimento ao Adolescente) e era usuário de drogas.
Ao DIÁRIO, Carla Cristina revelou que o irmão não residia mais com o pai há aproximadamente um ano. “Ele morava em Outeiro com o papai. Foi para Santa Izabel morar com a minha irmã e depois veio para o Guamá com um amigo”. Segundo Carla, o amigo de seu irmão foi preso e a esposa dele pediu para ele sair da casa. “Há um mês, ele ficava e dormia pelo cemitério Santa Izabel”, concluiu a mulher.
VÍCIO
Ainda de acordo com Carla Cristina, o adolescente praticava roubos e era viciado em drogas desde os 12 anos. Recentemente, ele teria assaltado na rua Santa Helena, no bairro do Guamá, e acabou sendo agredido por populares por conta disso. Carla informou que seu irmão era o caçula de cinco filhos. (Diário do Pará)
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