A aparente tranquilidade no início da madrugada de ontem na rua da Paz, no bairro São Francisco, em Marituba, foi quebrada por sons de arrombamento, pedidos de socorro e barulho de tiros. Em seguida, quando o silêncio se instaurou, populares encontraram Marivaldo Ferreira Leite, de 38 anos, morto a tiros de pistola ponto 40.
O cenário do crime foi a própria residência da vítima, onde os executores ainda tentaram atear fogo, na tentativa de eliminar qualquer vestígio do homicídio.
Segundo o soldado PM Fernando, da 18ª Zpol, quatro indivíduos invadiram a casa da vítima e, em seguida, vizinhos escutaram o barulho de vários tiros. “Quando chegamos à residência, uma das paredes ainda pegava fogo. Os vizinhos rapidamente jogaram água e apagaram as chamas. Provavelmente, a intenção dos assassinos era incendiar a casa com a vítima dentro, para não deixar indícios no local”, disse. Na casa, foi encontrado o galão de combustível, possivelmente utilizado na tentativa de incendiar o local.
Bastante abalada, a companheira da vítima, Valdenira Coelho, contou que foi passar a noite na casa de sua mãe, a poucos metros da casa onde vivia com o marido, e por volta da meia-noite foi surpreendida com o barulho de pessoas arrombando o imóvel.
“Em seguida, escutei ele (Marivaldo) gritando por socorro, chamando meu nome e do meu filho. Quando pensei em sair para socorrê-lo, escutei a sequência de vários tiros”, relatou, emocionada.
SEIS TIROS
Durante a remoção do corpo e o levantamento de local de crime, peritos criminais do CPC “Renato Chaves” contabilizaram seis marcas de tiros de pistola ponto 40, espalhados pelo rosto, peito e membros inferiores da vítima.
De acordo com familiares de Marivaldo, durante cinco anos ele cumpriu pena por assalto em regime fechado e, após seis meses, em liberdade, foi novamente acusado pela Polícia Civil de integrar uma quadrilha de “piratas”, que atuava em roubos nas embarcações nos rios do Pará.
Diante dessas informações, o delegado Luiz Xavier, da Divisão de Homicídios, acredita na hipótese de a execução ter sido motivada por “queima de arquivo”.
PRISÕES
“No último dia 9 deste mês, sete integrantes de uma das principais quadrilhas de crimes fluviais do Pará foram presos durante a operação ‘Carnapijó’, deflagrada por policiais civis da Delegacia de Crimes Fluviais (Deflu), ligada à Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO). Vamos continuar as investigações até que o crime seja solucionado”, afirmou o delegado”. Ainda segundo ele, será tombado inquérito policial para investigar as reais causas do crime. (Diário do Pará)
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