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POLÍCIA

Corpo de 'Índio' levou 18 dias para ser enterrado

Foi enterrado, às 15h de ontem, o autônomo Luis Adelsolino Neves Pinheiro, 37 anos. O enterro ocorreu no cemitério municipal São Sebastião, no município de Ananindeua. Luis Pinheiro foi morto a facadas por Cleydson Fernando Serrano, vulgo “Keikei”, no dia

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Foi enterrado, às 15h de ontem, o autônomo Luis Adelsolino Neves Pinheiro, 37 anos. O enterro ocorreu no cemitério municipal São Sebastião, no município de Ananindeua. Luis Pinheiro foi morto a facadas por Cleydson Fernando Serrano, vulgo “Keikei”, no dia 22 de agosto passado, durante uma briga em um barco que vinha do município de São Sebastião da Boa Vista.

O corpo dele foi encontrado por homens do Corpo de Bombeiros e Capitania dos Portos quatro dias após o crime. Na tarde de ontem, a emoção tomou conta dos familiares e amigos da vítima que compareceram na despedida de “Índio”, como era mais conhecido. Segundo o pai da vítima, Luis Augusto Pinheiro, 68, o corpo só foi liberado pelo Instituto Médico Legal ontem porque não foi possível fazer a identificação sem a realização de alguns exames.

“Mesmo quando encontramos o corpo não foi possível identificar que era meu filho porque ele estava em avançado estado de decomposição. Foi necessário ser realizado os exames de DNA e de arcada dentária pelos médicos do IML. Compreendemos a demora na liberação devido a isso”, explicou o aposentado. Luis Adelsolino era pai de três filhos.

O CRIME
Segundo informações do comandante do barco “Salmista de Davi I”, Sebastião Lopes Gomes, no dia do incidente, Luiz Adelsolino e Cleydson estavam juntos na área superior do barco e depois disso, ‘Índio’ não foi mais visto. “Demos por falta dele em Barcarena, por volta das 3h. Vimos várias marcas de sangue no barco, onde eles estavam e quando chegamos em Belém chamei a polícia”, contou.

De acordo com informações da Polícia Civil, o crime teria sido motivado após uma discussão entre os dois no momento de pagar a conta do bar que fica dentro da embarcação.

Com Cleydson Serrano policiais encontraram uma quantia em dinheiro e uma lista de compras que seriam feitas pela vítima na capital paraense. Ele foi autuado pelo crime de latrocínio (roubo seguido de morte) e poderá pegar pena que vai de 20 a 30 anos de reclusão. (Diário do Pará)

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