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POLÍCIA

Execução de mulher ainda é mistério

Em que pesem os assaltos praticados por motociclistas e ciclistas na WE-31, no conjunto Cidade Nova V, em Ananindeua, a movimentação foi quebrada com pelos menos três tiros de arma de fogo e um corpo estendido no chão, em frente ao prédio da Guarda Munici

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Em que pesem os assaltos praticados por motociclistas e ciclistas na WE-31, no conjunto Cidade Nova V, em Ananindeua, a movimentação foi quebrada com pelos menos três tiros de arma de fogo e um corpo estendido no chão, em frente ao prédio da Guarda Municipal de Ananindeua.

Enir Costa Cunha, de 40 anos, foi morta com um tiro no peito, em um crime que a equipe do delegado João Paiva, da Divisão de Homicídios, terá três vertentes para definir a autoria, segundo as primeiras informações levantadas pela equipe do aspirante Jorge, da 3ª Zona de Policiamento da PM.

Testemunhas que estavam na parada de ônibus onde a vítima esperava um coletivo disseram ao soldado Rony Silva que a vítima teria sido abordada por um ladrão que estava em uma bicicleta. Quando ia tomar o coletivo, teve a bolsa puxada. Ao reagir, foi baleada.

Esta motivação levaria a um latrocínio. No entanto, a materialidade se fragilizou porque Enir Cunha morreu com a bolsa ao lado do corpo. “Se fosse para roubar, a bolsa não teria ficado com a vítima”, disse o policial militar.

A segunda motivação pegou corpo a partir de informações de policiais militares da área acostumados a investigar ações de dois filhos adolescentes da vítima que enveredaram para o mundo do crime sendo considerados “soldados do tráfico”. A mãe estaria jurada de morte. “No mês passado, bandidos invadiram a casa dela e por esta razão a vítima passou a morar no interior, vindo a Ananindeua só para ver os filhos”, informou o soldado Rony Silva.

A versão mais forte leva o crime à passionalidade. Poliana Amorim, responsável pelo Abrigo de Acolhimento Infantil da Cidade Nova IV, conversou com policiais civis da Divisão de Homicídios informando que minutos antes do crime, Enir e o marido Lourival Pereira Moraes estiveram no abrigo visitando dois filhos internados, suspeitos de envolvimento com tráfico de drogas.

O DIÁRIO apurou que a guarda dos filhos estaria sendo questionada na Justiça, motivo de constantes discussões entre o casal que estaria separado. Enir Cunha saiu primeiro do abrigo e Lourival Moraes, que seria viciado em drogas, a seguiu de bicicleta até a parada de ônibus, na WE 31, onde ficaram conversando.

Quando a vítima se preparava para subir no ônibus houve intensa discussão no momento em que foi baleada em frente ao comando da Guarda Municipal de Ananindeua. Socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência de Ananindeua foram ao local constatando o óbito.

Peritos do Instituto de Criminalística recolheram um projétil ao lado do corpo de Enir Cunha e o crime levou uma multidão a se acotovelar, sendo necessário a Guarda Municipal de Ananindeua isolar o local até a remoção do corpo. (Diário do Pará)

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