Após denúncias amplamente divulgadas pela mídia sobre a adolescente de 14 anos que afirma ter sido violentada durante quatro dias na Colônia Agrícola Heleno Fragoso, em Santa Izabel, ontem à tarde, um ex-agente prisional contou em entrevista exclusiva ao DIÁRIO sobre a experiência traumática provocada pela convivência de quase um ano no complexo penitenciário, até ser exonerado ao adquirir síndrome do pânico, em virtude da pressão psicológica dentro do sistema penal.
Ainda receoso em ser vítima da violência, o ex-servidor pediu para manter a sua identidade preservada. Em 30 de outubro do ano passado, após flagrar um dos internos com cerca de 1,5 kg de maconha prensada no interior de um dos alojamentos, o agente prisional foi agredido a golpes de terçado no interior da Colônia Agrícola Heleno Fragoso.
Os agentes iniciaram a revista solicitando aos internos que permanecessem do lado de fora dos quartos, enquanto vasculhavam o local. “Já na primeira sala, ao suspender o colchão para ver o que tinha embaixo, encontrei a ‘barra’ de maconha prensada e outro interno escondido”, disse o ex-funcionário.
Ainda segundo ele, o interno escondido seria o fornecedor da droga e estava foragido há alguns dias do sistema penal e só retornava à Colônia Agrícola para vender entorpecentes aos presos. “Enquanto saíamos de Heleno Fragoso com o detento, a Kombi que estava eu, o preso, o chefe de segurança e o motorista foi cercada por três presos com terçados em punho, pedindo para que soltassem o ‘irmão’ deles”, relembrou.
Coagidos com a emboscada, o ex-agente contou que um dos detentos efetuou um golpe forte que quebrou um dos vidros laterais do veículo, outra terçadada atingiu a cabeça dele e logo em seguida veio a terceira, desferida próxima da nuca. (Diário do Pará)
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