O Promotor da Justiça Militar Armando Brasil Teixeira irá determinar hoje (23) a instalação de Inquérito Policial Militar na Corregedoria da PM, em Belém, para apurar a situação ocorrida no Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (Crama), em Marabá, Sudeste do Pará.
Após a fuga de sete presos do Crama, no último domingo (18), o tenente-coronel Sebastião Monteiro da Silva Júnior, comandante do 4° Batalhão de Polícia Militar, declarou à Rádio Clube de Marabá que pode estar havendo conivência por parte dos agentes prisionais.
O diretor da casa penal, Emmett Alexandre da Silva Molton, atribui grande parte da culpa pelo problema do Crama à falta de policiamento da PM da penitenciária.
PROMOTOR
Após ler a matéria publicada no Diário do Pará de ontem (22), o promotor Armando Teixeira entrou em contato com a Redação e, na tarde de ontem (22), confirmou a instalação do inquérito policial.
Ele lembrou que a vigilância externa dos presídios cabe à Polícia Militar e que vai verificar a denúncia feita pelo diretor do presídio, o qual informou que os militares escalados para trabalhar na guarita do regime semiaberto trabalham somente até as 18 horas e que estes faltam com frequência. “Por isso, vou acompanhar pessoalmente essa situação”, garantiu o promotor.
FARPAS
Em entrevista à Rádio Clube Marabá, o coronel Monteiro disse que a Polícia Militar tem feito a sua parte, que é fazer a guarda externa da casa penal. Mas o oficial afirma que é inaceitável que detentos estejam fugindo do regime semiaberto para comprar drogas e cachaça e logo depois voltam tranquilamente. No entendimento dele, isso deixa clara a conivência de agentes.
Com relação específica à fuga de domingo, o coronel diz que a situação está muito frouxa na penitenciária. Ele questiona, por exemplo, que é muito estranho o fato de os agentes não terem percebido todo o barro que foi retirado durante os dias em que o túnel foi cavado.
A casa penal tem capacidade para 180 presos, mas acumula 560 detentos. Ou seja, mais de três vezes a capacidade projetada. (Diário do Pará)
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