A Polícia Militar se manifestou, em nota, dizendo que não há animosidade ou “troca de farpas” entre o tenente-coronel Sebastião Monteiro Júnior, comandante do 4º Batalhão de Polícia Militar de Marabá, sudeste do Estado, e o capitão Emmett da Silva Molton, diretor do Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (Crama).
A matéria em que trata da questão foi publicada na coluna “Repórter Diário”, intitulada “farra” e no Caderno Polícia da edição de ontem do DIÁRIO DO PARÁ. Para apurar a situação ocorrida no presídio de Marabá, em que os dois oficiais trocam acusações sobre falta de segurança, o promotor de Justiça Militar Armando Brasil Teixeira determinou ontem a instalação de Inquérito Policial Militar na Corregedoria da PM, em Belém.
“Pelo que eu colhi, está havendo falha na vigilância da penitenciária”, reiterou o promotor, na tarde de ontem. Segundo ele, pode estar incorrendo dois crimes: descumprimento de missão e facilitação de fuga.
NOTA DA PM
Confira abaixo a nota assinada pelo major Leno Carmo, assessor de Comunicação Social da PMPA:
“A situação que causou a interpretação equivocada das declarações de ambos, que se deu em entrevistas na cidade de Marabá, externou apenas a análise individual dos fatos relativos à questão penitenciária no município, sem maiores considerações de contexto ou intenção de criticar este ou outro setor do Estado; portanto, sem qualquer prejuízo ao trabalho ou ao relacionamento de respeito mútuo existente entre ambos que pertencem a Polícia Militar do Pará, cuja base é formada pela hierarquia e disciplina que sedimenta os relacionamentos entre os militares; neste caso, um tenente-coronel e um capitão; cada um com sua esfera de responsabilidades como servidores públicos e dispostos a atuar de forma integrada sempre que houver necessidade em prol do bem comum.
O que é importante destacar é que os oficiais tem constantemente avaliado alternativas para a adoção de medidas que possam dar a segurança necessária para a situação. Assim, não procede a informação de atrito entre os mesmos, que estão em permanente parceria em suas respectivas gestões, observando a legislação em vigor, como a Lei de execuções Penais e as normas relativas ao trabalho que o caso requer”.
(Diário do Pará, Marabá)
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