Pelas acusações de parentes do borracheiro Pedro Paulo Medeiros da Silva, de 38 anos, executado com um tiro na cabeça e várias tesouradas pelo corpo, sua morte pode estar ligada a uma questão passional. O fato ocorreu na rua Airton Sena, esquina da passagem Dr. Régis, no bairro do Nova Esperança, em Ananindeua, Região Metropolitana de Belém. Na noite de anteontem, dois homens chamaram a vítima, que estava chegando em casa, e a executaram ali mesmo, no meio da rua.
Dez minutos após o crime, o DIÁRIO chegou ao local e ouviu relatos antes mesmo da chegada da Polícia Militar. A principal testemunha, um menino de apenas seis anos, estava sentado embaixo de uma árvore e do local escuro viu dois homens matarem Pedro Paulo Medeiros da Silva que era conhecido como “Potchoco”.
Levado por nossa equipe para um local seguro, a criança disse que viu a vítima com uma garrafa de “buchudinha” na mão andar para a casa onde morava e quando se preparava para entrar foi chamado pelos dois assassinos: “Potchoco vem cá, cara!”. Em seguida, a criança ouviu um disparo, enquanto o outro assassino o furava com a tesoura.
MANDANTE
A criança desapareceu no meio da multidão enquanto familiares, avisados do crime, chegavam desesperados no local e acusavam a ex-companheira da vítima como a mandante do assassinato. Investigadores da Divisão de Homicídios tiveram que usar de energia para conter os ânimos dos familiares, quando da chegada da ex-companheira, identificada apenas por “Rita”, ao local onde o corpo do borracheiro se encontrava envolto a uma poça se sangue.
Ouvida pelo DIÁRIO e pelo investigador Estélio, da Divisão de Homicídios, a irmã da vítima fez graves acusações à ex-companheira do irmão. “Eles estavam brigando pela posse da casa e algum tempo atrás ela mandou dar uma surra no meu irmão. Foi ela que mandou fazer o serviço”, denunciou a irmã. “Rita” não quis falar com a imprensa.
O sargento Trindade e soldado Pará, da viatura 8124, pertencentes à 3ª Zona de Policiamento, isolaram a área até a chegada de peritos do Instituto de Criminalística garantindo o trabalho de local do crime. (Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar