Através de uma denúncia anônima, policiais civis da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), comandada pelo delegado Eder Mauro, conseguiram prender Renildo de Almeida de Souza, de 28 anos, na passagem Três Marias, no bairro Águas Boas, no distrito de Outeiro. Com o acusado foram encontrados CPFs e dois cartões falsificados do INSS. Em depoimento, ele confessou que utilizava os documentos para receber benefícios em nome de terceiros. O caso foi encaminhado à Polícia Federal.
Segundo Renildo, os documentos foram comprados através de um homem conhecido por “doutor Roberto”. “Ele vendia os cartões da Previdência Social, em nome de falsos beneficiados, por R$ 2 mil. Após pagar a quantia, o “doutor” ficava responsável em criar os nomes, os documentos e as contas, para a pessoa começar a receber”, afirmou.
“Cada cartão rende R$ 545, durante dois anos e depois a conta é automaticamente bloqueada para que o usuário (que não existe) faça o recadastramento. Depois disso, a pessoa entra em contato com o ‘doutor’ para pagar um novo cartão em nome de outra pessoa e continua sacando por mais dois anos”, contou o acusado.
O acordo entre o “doutor” Roberto, segundo Renildo, foi fechado no Terminal Rodoviário de Belém, dois cartões do INSS foram comprados e desde junho deste ano passou a sacar dos cofres públicos R$ 1090 ao mês. Mesmo sabendo da prática criminosa do qual participou, o acusado justifica: “Muitas pessoas fizeram esse ‘negócio’ com o ‘Roberto’. Como ninguém nunca foi preso e eu estava desempregado, comecei a negociar com ele. A partir daí, pensei que com quatro meses de benefício poderia pagar o esquema”, disse.
De acordo com o investigador Murilo Santos, da Policia Civil, documentos encontrados na casa de Renildo comprovaram que ele fez um saque de um dos cartões ontem de manhã e pretendia fazer o outro hoje. “Com esse esquema, a Previdência Social ficaria com um rombo de mais de R$ 26 mil. Isso sem contar as outras pessoas que também fizeram o mesmo”, ressaltou o policial. (Diário do Pará)
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