Além do mistério em torno da morte do peixeiro Ivaldir Holanda Lira, 55, formou-se uma polêmica a respeito da vida conjugal da vítima, no que pode ser determinante para a investigação da polícia. Ivaldir foi encontrado morto na tarde de ontem, dia de seu aniversário, com um golpe de machado em uma casa abandonada, na ocupação Newton Miranda, no Distrito de Outeiro. A mulher que seria a companheira da vítima disse que os dois não passavam de bons amigos.
Os moradores da ocupação se assustaram ao encontrar o corpo do peixeiro na casa abandonada. O mais curioso de tudo para eles é que ninguém escutou nada. Já os irmãos da vítima ficaram intrigados por terem sido avisados somente na tarde de ontem, uma vez que, para eles o crime teria ocorrido na madrugada de domingo.
“Isso não aconteceu agora (à tarde) foi de madrugada, até pelo estado que ele está. E o mais estranho disso é que a mulher dele vem dizer agora que era apenas uma amiga e que eles nunca tiveram nada, ela tá doida, eles moravam juntos nessa casa (apontou para uma casa de madeira a 20 metros de onde se encontrava o corpo)”, falou o irmão da vítima, Eduardo Jorge Holanda.
POLÊMICA
Diante da negação da mulher, os familiares da vítima ficaram irritados, pois eles disseram que Ivaldir se separou da esposa com quem tinha nove filhos e foi morar com Edilza Campos Modesto, 41, a mulher que disse ser apenas amiga da vítima.
Após a descoberta do crime ela foi levada para a delegacia de Outeiro para prestar esclarecimentos. Na unidade policial, ela sustentou a afirmação à reportagem. “Ele não é meu namorado, nós somos muito amigos”, frisou. Ela disse que no último sábado eles beberam juntos.
“No sábado, umas duas horas (14h) nós começamos a beber e ficamos até umas cinco e meia (17h30) aí, depois ele disse que ia sair para fazer uma cobrança e depois disso não falei mais com ele. Eu tava até preocupada por que hoje (ontem) é o aniversário dele e ele ainda não tinha aparecido ”, disse Edilza.
A filha de Edilza que encontrou o corpo do peixeiro, disse que foi lavar roupa em um igarapé que existe na ocupação e quando estava no caminho se deparou com o corpo de Ivaldir. A polícia abriu inquérito para investigar o crime. Edilza e a filha foram ouvidas e liberadas. (Diário do Pará)
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