O enterro do pastor José de Arimatéia da Silva Bastos, 45, se transformou num ato de protesto dos moradores do assentamento Canaã, no quilômetro 19 da BR-316, em Benevides. Eles fizeram aproximadamente 15 quilômetros de caminhada. Saíram do assentamento até o cemitério Recanto da Saudade, em Ananindeua. O ato durou seis horas. Iniciou às 9h e terminou às 15h quando o enterro foi realizado.
O corpo do pastor foi conduzido em cima de um pequeno caminhão-baú, onde foi fixada a foto dele na lateral e um cartaz na frente em que se lia: “Não queremos guerra, queremos terra”.
Em vez de hinos religiosos, as centenas de moradores que acompanharam o féretro portando cartazes cantavam repetidas vezes o Hino Nacional, enquanto oradores se revezaram no microfone de um carro de som enaltecendo a liderança do pastor José e protestando contra a morte do líder do assentamento.
Levy Pantoja, dono do carro de publicidade, anunciou que o nome do assentamento mudaria de Canaã para José de Arimatéia, em homenagem ao líder assassinado.
Marcos Souza, morador do assentamento questionava: “Será que todos os líderes dos pobres vão acabar desse jeito?”, lembrando as mortes de Chico Mendes e de Dorothy Stang. Depois do sol escaldante enfrentado pelos manifestantes, o enterro acabou sendo realizado debaixo de uma forte chuva que caiu às 15h. O corpo foi baixado para a sepultura ao som do Hino Nacional e de músicas religiosas. Leia mais no site do Diário do Pará...
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