Operação conjunta das polícias Civil e Militar neste final de semana prendeu sete homens acusados de atear fogo na área da Fazenda Mutamba, a 25 quilômetros de Marabá, sudeste do Pará. O crime ocorreu devido à revolta de um grupo armado que se intitulava “sem-terra” após cumprimento de decisão judicial de reintegração de posse da fazenda. A ação policial foi comandada pelo delegado Alberto Henrique Teixeira de Barros, superintendente regional do sudeste do Pará. Um grupo armado de aproximadamente 40 pessoas invadiu, depredou e queimou casas, pasto e veículos utilizados por funcionários da fazenda. Diante das investigações, foi possível localizar o ponto
geográfico onde estavam escondidos os criminosos. Uma operação conjunta foi montada por policiais civis da Superintendência do Sudeste do Pará e da Delegacia de Conflitos Agrários (Deca) junto com o Grupo Tático Operacional da Polícia Militar.
Os agentes foram até uma área de mata fechada onde foram presos os acusados com armas e munições de grosso calibre. “A ação dos criminosos assemelha-se à de milicianos, pois destruíram pontes, formaram barricadas com paus e pedras e destruíram as cercas de arame para dificultar a progressão da polícia por terra e por água”, explicou o delegado. Após a prisão do grupo, foi possível localizar dois veículos tipo motocicleta, roubados de funcionários da fazenda e incendiados no próprio pasto da propriedade agropastoril.
Mesmo sem a realização de perícia técnica foi possível constatar que as motocicletas apresentavam perfurações semelhantes a disparos de armas de fogo. A prisão do bando foi possível devido ao efeito surpresa promovido pela força policial. “Os criminosos estavam em local de difícil acesso e conheciam bastante o terreno em que estavam acampados. Alguns dos presos confessaram que tinham conhecimento do mandado de reintegração de posse e mesmo assim permaneciam aterrorizando os funcionários da fazenda, que não tinham mais condições de trabalho”, salientou Alberto Teixeira. Leia mais no Diário do Pará.
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