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POLÍCIA

Polícia reconstitui morte misteriosa de jovem

Começou por volta das 8h30 desta quinta-feira (13) a reconstituição da morte de Jucilene Pereira da Silva, ocorrida no dia 21 de outubro de 2009. A jovem perdeu a vida aos 23 anos, por motivos ainda não esclarecidos. A Polícia Civil retornou a casa onde

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Começou por volta das 8h30 desta quinta-feira (13) a reconstituição da morte de Jucilene Pereira da Silva, ocorrida no dia 21 de outubro de 2009. A jovem perdeu a vida aos 23 anos, por motivos ainda não esclarecidos.

A Polícia Civil retornou a casa onde o corpo de Jucilene foi encontrado, na travessa Barão do Triunfo, entre as avenidas Marquês de Herval e Visconde de Inhaúma, no bairro da Pedreira.Na reconstituição, foram feitas algumas fotos, e colhido alguns depoimentos de familiares. Não há previsão para o laudo ser concluído. A reconstituição foi comandada pela delegada da Seccional da Pedreira, Marilene Pantoja.

Na época, a suspeita inicial seria de suicídio, mas a família acredita que ela foi morta pelo namorado, o lutador de vale-tudo Vicente Dênis Oliveira da Costa, conhecido como “Moleque Doido”.

Vicente Dênis teve prisão temporária decretada na época, por um mandado expedido pelo juiz Carlos Alberto Flexa de Oliveira, da 19ª Vara Criminal de Belém. O decreto do juiz atendeu a uma solicitação feita pelo Ministério Público, que não aceitou o suicídio como motivo e pediu por três vezes a reabertura do caso, sendo atendindo somente na última vez.

A SUSPEITA

Rafael Pereira da Silva, irmão da vítima, foi até a casa onde Jucilene e Denis moravam há dois anos. Ele encontrou o corpo deitado na cama. “Ele (Dênis) disse que acordou às 6h e viu ela pendurada pelo pescoço no corredor. Ficou desesperado, a tirou, com a ajuda do tio, e a colocou na cama”, disse Rafael. Mais tarde, com base no comportamento de Dênis e seus familiares, a família de Jucilene começou a suspeitar que ele pudesse tê-la assassinado.

Segundo Rafael, um dos médicos legistas que examinou Jucilene conversou com a família e comentou que o corpo dela apresentava fortes indícios de que não havia se suicidado. “Ele disse que ela estava com um arranhão nos dedos e uma ferida na boca. Ele chegou a perguntar se ela era agredida porque estava com marcas no braço. Ela nunca comentou que ele (Dênis) batia nela. Não sabemos disso”, afirmou Rafael. “O médico informou ainda que Jucilene estava com três marcas no pescoço, sendo duas ‘apontando’ para cima e uma para baixo. Quem se enforca tem apenas uma marca”, disse Rafael se referindo ao comentário do médico.

Diante das circunstâncias, o delegado Fernando Flávio, diretor da Seccional da Pedreira na época, abriu um inquérito no dia 21 de outubro para apurar o caso.

Jucilene trabalhava em uma lanchonete da Bob’s, localizada na rua Antônio Baena, no bairro de São Brás. De acordo com informações repassadas pela família, ela se preparava para fazer uma prova no trabalho no dia 24 de outubro, para ser promovida de cargo. “Ela não tinha motivo para se matar. Era uma pessoa muito alegre e estava para ser promovida no trabalho”, comentou Rafael.

COMPORTAMENTO

O irmão de Jucilene revelou que ela chegou a comentar que antes das lutas, Dênis tomava um remédio. Para isso, ele ficava isolado e não conversava com outras pessoas, porque tomava atitudes inesperadas. Um amigo de Jucilene, que convivia com o casal, comentou que ficou bastante chateado quando Dênis teria dito que mulher lhe causava raiva. “Ele disse que mulher estressava ele e, às vezes, tinha vontade de bater”, comentou o rapaz, que preferiu não ter a sua identidade revelada.

Um amigo de trabalho de Jucilene contou que dois dias antes dela morrer, Dênis ficou plantado na frente da lanchonete a observando. “Ele sempre ia lá vigiá-la. Ficava no posto de gasolina ao lado, só olhando. Todos da lanchonete sabiam que ele ia lá”, comentou.

(DOL, com informações do Diário do Pará)

>> Atualizada às 13h30

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