Dedos da mão esquerda corroídos e uma garrafa de vinho quebrada na ponta. De acordo com a polícia, são símbolos da relação que Elivaldo Furtado, de 28 anos, levava com as drogas e a bebida alcoólica. Além disso, a flagrante corrosão nos dedos e o objeto compuseram a cena do crime que resultou na morte do referido cidadão, depois de ter sido atingido por quatro disparos de arma de fogo.
O fato ocorreu no início da madrugada de ontem, na rua Mário Andreaza, no conjunto residencial Tocantins, no bairro Parque Guajará, distrito de Icoaraci, em Belém. Conforme os relatos de moradores a policiais militares e civis, Elivaldo foi atingido ainda em via pública, mas só caiu no corredor que dá acesso ao kitnet no qual ele residia.
De acordo com o delegado Renato Barata, da Seccional de Icoaraci, moradores da área afirmaram ter ouvido cinco disparos de arma de fogo. “PMs da 8ª ZPol encontraram na casa de Elivaldo uma pequena quantidade de maconha e sacos plásticos, o que indica que a vítima seria usuária de drogas”, comentou a autoridade policial.
CURIOSOS
Apesar de bastante curiosos, populares alegam não ter presenciado o momento do crime. O investigador Erivaldo, por sua vez, acredita que a negação seja receio de alguma represália.
“O pessoal viu, mas ninguém quer se comprometer”, ressaltou o policial. Ainda segundo a polícia, Elivaldo trabalhava no ramo da construção civil e era natural do Estado do Maranhão.
INVESTIGAÇÕES
O delegado Lenoir Cunha, da Divisão de Homicídios da Polícia Civil, informou ao DIÁRIO que familiares confirmaram que Elivaldo era usuário de drogas.
“Ainda iremos checar a informação de que ele teria cometido um homicídio, conforme foi cogitado por policiais militares”, observou. Familiares de Elivaldo estiveram no local e ficaram muito chocados. Nenhum deles quis falar com a imprensa.
FERIMENTOS
O perito criminal Vamilton Albuquerque, do Instituto de Criminalística do Centro de Perícias Renato Chaves, informou que o corpo da vítima apresentava quatro perfurações, sendo três na coxa direita e uma na região do peito. (Diário do Pará)
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