"Como tu foi vacilar, ‘Zidane’? Tu deixou os caras te ferrarem.” A confusa declaração feita por uma mulher diante do corpo de um homem de prenome Pocidone, mais conhecido como “Zidane” ou “Poco”, é apenas uma das interrogações suscitadas e que envolvem um caso de homicídio ocorrido na madrugada de ontem, no loteamento Açaizal, no bairro Nova República, município de Ananindeua.
O conhecido “Zidane” foi morto a tiros na esquina da passagem Moura Carvalho com a rua São José. De acordo com o morador Roberto Carlos, que reside às proximidades do local, o fato ocorreu por volta das 2h. “Eu já estava deitado e quando fui desligar a TV ouvi o primeiro tiro. Depois ouvi mais dois”, relatou o cidadão. Contudo, nenhum dos moradores da área conseguiu observar as características físicas do assassino ou dos assassinos.
O cabo J. Roberto, da viatura 9131, da 5ª ZPol, esteve no local e apurou com um cidadão que “Zidane” teria uma famosa carreira no “mundo da criminalidade”. “Pelo que o cidadão falou, ele era muito perigoso”, comentou o policial. Investigadores da Divisão de Homicídios conversaram com a mulher que chorava a morte de “Zidane”. Aos policiais, a mulher, que não foi identificada, informou que morava há pouco tempo no local.
Além disso, a mulher alegou não dispor de mais informações, apenas que “Zidane” havia saído para trabalhar e depois estava consumindo bebida alcoólica. Um familiar de “Zidane” confirmou a policiais militares que ele havia saído da Colônia Agrícola Heleno Fragoso há cerca de três meses. O cabo J. Roberto levantou a hipótese de que “Zidane” poderia estar envolvido num roubo de joias praticado na noite de anteontem, no bairro Jaderlândia.
“As características físicas descritas pela vítima são muito parecidas com ele”, ressaltou o cabo. Um detalhe que chamou a atenção dos policiais foi o fato de a casa ter sido encontrada com objetos e móveis desarrumados. No entanto, a suspeita permanece como mera especulação. Por fim, o perito criminal de prenome Vidal informou ao DIÁRIO que “Zidane” foi atingido por quatro disparos de arma de fogo, sendo três na cabeça e um nas costelas. (Diário do Pará)
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