No início da noite de ontem, por volta das 18h30, o desempregado Patrick Wanderley Rodrigues da Silva, 23 anos, por motivos ainda desconhecidos, foi morto com seis tiros na rua Navegantes, no bairro “Almir Gabriel”, município de Marituba. Ele foi assassinado por dois homens não identificados quando estava com o filho no colo e na frente da mulher. Os autores do homicídio, ainda não identificados, fugiram em seguida.
A Polícia Militar foi acionada e a viatura 8207 da 18ª Zona de Policiamento, comandada pelo sargento PM Paulo Nascimento, em companhia do cabo Janse Charles, foi até o local para isolar a área do crime. A conhecida “lei do silêncio”, principal inimiga da justiça, prevaleceu no local, impedindo que os policiais recebessem mais informações sobre o caso.
Policiais da Divisão de Homicídios estiveram no local para coletar indícios do crime e o delegado Augusto Nascimento informou que provavelmente foi uma execução. “A esposa da vítima contou que o casal, junto do filho, foi abordado pelos criminosos e eles só atiraram no Patrick. Além disso, no momento em que ia ser atingido pelos tiros, ele jogou o filho no mato para não ser atingido. O autor dos disparos atira muito bem. Pelas características, provavelmente trata-se de um crime de execução”, explicou.
O filho de Patrick da Silva foi socorrido por uma ambulância e conduzido a um pronto-socorro do bairro. Segundo informações da Polícia Civil, a criança passa bem e com a queda sofreu apenas leves ferimentos na cabeça.
Segundo informações do delegado, Patrick Rodrigues da Silva morava no bairro “Almir Gabriel” há apenas três meses e a esposa dele, de nome não divulgado, declarou que desconhece qualquer envolvimento do companheiro com tráfico ou outro tipo de crime. “Os familiares e a esposa da vítima disseram que ele não se envolvia com crime algum nem tinha passagens pela polícia. Mas na Divisão de Homicídios vamos levantar se essas informações são verídicas”, explicou.
O corpo foi removido pelo Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves” e conduzido ao Instituto Médico Legal para exame necroscópico. O caso foi registrado na Seccional Urbana de Marituba. (Diário do Pará)
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