O fato de ter presenciado o assassinato do próprio marido, ocorrido em meados de março do ano passado, pode ter sido crucial para a vida de Daiane da Cruz Gomes, de 21 anos. Na madrugada de ontem, a mulher, que trabalhava como babá, foi morta com dois disparos de arma de fogo, no cruzamento da rua 07 de setembro com a rua Rodolfo Dias e a passagem União, no bairro do Icuí-Guajará, em Ananindeua.
O cabo Enicanor, da viatura 8114, da 3ª ZPol, reclamou da dificuldade enfrentada para apurar informações a respeito do caso. “As pessoas falam muito pouco aqui. Todo mundo tem medo de falar que viu”, lamentou o policial, que acredita que o autor do assassinato acompanhava a vítima, instantes antes de efetuar os disparos. “Pelo o que investigamos, ela não deu nenhum grito, não houve nenhuma reação”, comentou o cabo.
Ainda de acordo com o policial, moradores da área afirmaram ter ouvido dois disparos. Uma equipe da Divisão de Homicídios, da Polícia Civil, esteve no local e o delegado Augusto Damasceno confirmou que a vítima foi atingida por dois tiros, um na cabeça e outro nas costas.
Uma cunhada de Daiane informou que ela residia atualmente em Benevides e trabalhava como babá. “Ela me falou que o dinheiro não estava dando e pretendia voltar pra cá”.
Outra pessoa, que preferiu não ser identificada, enfatizou que o fato de Daiane ter sido testemunha da morte do marido influenciou para que ela fosse assassinada. “Ela não devia andar por aqui. Ela foi a única testemunha”, comentou a pessoa, em referência ao assassinato do marido de Daiane, ocorrido no dia 08 de março de 2010. De acordo com a referida pessoa, o marido da vítima tinha envolvimento com tráfico de drogas.
PRISÃO
Segundo a pessoa que destacou o fato de Daiane Gomes ter presenciado a morte do marido, na época do crime um homem chegou a ser preso. O nome do suposto autor foi mencionado, mas a polícia preferiu não revelar a identidade para não atrapalhar as investigações. (Diário do Pará)
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