No início da tarde de ontem foi apresentado na Divisão de Homicídios, em Belém, o foragido de justiça Jalber Roberto Gomes, vulgo Raule, 23 anos. De acordo com informações do delegado Luis Xavier, Jalber é acusado de matar o mototaxista Max Junior Campelo, no Conjunto Valparaiso, em Ananindeua. O crime ocorreu no dia 10 de setembro deste ano.
Além deste homicídio, Jalber também responde por roubo qualificado e um assassinato em 2006. Ele teve ajuda de um irmão. Procurado pela polícia desde que fugiu da Colônia Agrícola Heleno Fragoso, há aproximadamente um ano e meio, o jovem foi capturado após uma operação de combate ao tráfico de drogas, realizada na quarta-feira, 19.
Na delegacia, Jalber mentiu seu nome, dizendo que se chamava João Batista Gomes Neto, identidade do irmão mais novo. Após a divulgação da foto dele no caderno Polícia do DIÁRIO, durante a prisão efetuada na quarta-feira, foi constatado que se tratava do acusado de homicídio procurado pela polícia.
RÉU CONFESSO
Jalber confessou o crime e diz que matou o mototaxista devido a uma discussão que teve no ponto de mototáxi, onde a vítima trabalhava. “Eu matei ele porque o pessoal do ponto não queria que eu colocasse um colega meu para trabalhar. Eu tinha a moto e tinha um ponto lá e podia colocar quem eu quisesse para ficar no meu lugar. Mas o Max foi um dos caras que proibiu. Aí eu me revoltei, a gente discutiu e eu partir logo para a ignorância”, afirma.
Segundo o delegado Xavier, a informação de que Jalber era mototaxista na área onde ocorreu o crime não procede. “Nós fizemos um levantamento no local e descobrimos que ele era um ‘aviãozinho do tráfico’ e fingia ser mototaxista apenas para não levantar suspeita”, relatou o delegado.
Apesar de toda a situação, Jalber diz não se arrepender dos crimes que cometeu e demonstrou bastante frieza quando falou com a equipe do DIÁRIO, com sorrisos e piadinhas durante a entrevista.
O ASSASSINATO
O crime ocorreu na noite do dia 10 de setembro deste ano, num ponto de mototáxi no conjunto Valparaiso, em Ananindeua.
Segundo testemunhas, Jalber usava um revólver calibre 38 quando começou a atirar pelas costas de Max Junior Campelo, 43 anos.
A vítima era motorista de caminhão e trabalhava como mototaxista nas horas vagas. O crime teria ocorrido devido a uma rixa de Jalber em relação ao ponto de trabalho dos mototaxistas da área. (Diário do Pará)
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